o cartaz não se vê
Despejados
Convém acrecentar que o Blasfémias se mudou para um espaço ainda em construção. A mudança foi feita antes da outra casa estar acabada porque este senhorio, Mr. Blogger, expulsou-nos. Desde 5 de Janeiro que nos fechou a cadeado a porta de entrada, com a acusação de práticas menos próprias na casa. Em 21 dias não aconteceu rigorosamente nada e não respondou às nossas solicitações para reaberura das portas. (O Sr. Blogger não é humano. É um robot.) Como sempre prégamos, quem está mal muda-se. Bye-bye blogger.
Ó valha-me Deus!
Absolutamente imprescindível ler esta sintomática peça do Correio da Manhã que relata a crua realidade das emergências médicas no nosso País. A conversa entre a operadora do Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) os bombeiros e médicos mostra bem como os encerramentos das Urgências e os planos alternativos do ministro da Saúde podem estar perfeitos nos papeis, nos gráficos e nos números (e não acredito que estejam!) mas chocam flagrantemente com os factos. Seria cómico, sim, mas enquanto lerem essa miséria não se esqueçam que um homem de uma aldeia perto de Alijó acabaria por falecer. O ministro e os serviços dele hierarquicamente dependentes juram que estava escrito nas estrelas. Talvez não.
(O: – Obviamente é para lá ir a ambulância para iniciar suporte básico de vida. Se estiver em paragem. Digo eu.
BF: – Olhe, mas arranco para lá eu?
O: – ... (risos).
BF: – Estou?
O: – Peço desculpa. Eu estou a falar com uma corporação de bombeiros, não estou?
BF: – Está sim. Mas estou a atender o telemóvel.
O: – Então eu estou a dar-lhe uma saída, e pergunta-me a mim o que vai fazer? Nunca tal me aconteceu.
BF: – Desculpe lá, desculpe lá.)
Clique aqui: http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=274939&idselect=10&idCanal=10&p=200
CAA
Dois anos de Cavaco
Cavaco Silva tem balançado numa dupla interpretação do seu papel presidencial.
Há um Cavaco categórico, à vontade na sua antiga imagem de marca, que exige resultados, que não aceita a versão original do Estatuto dos Jornalistas e que faz travão no despautério da Ota.
Depois, noutros momentos, desponta uma memória de exercício presidencial com excessivo lastro entre nós: o Presidente cúmplice passivo do Governo, que se dissipa em Roteiros inócuos e em louvores ao Executivo.
O Presidente da primeira versão forçou o ministro da Saúde a dar explicações que não convenceram ninguém. O da segunda variante, perante o inconformismo popular, apareceu a pedir "serenidade" – no seu sentido bovino, esta é a virtude passiva dos que só assistem mas nunca interferem. Um apelo com infelizes colorações 'sampaístas' já que o ex-presidente passou 10 anos a repeti-lo enquanto Portugal se afundava.
Correio da Manhã, 23.I.2008
(http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=274753&idselect=93&idCanal=93&p=200)
CAA




