«Os militantes, pessoas de várias idades e não só idosos, foram convidadas para um passeio, que incluía uma passagem por Fátima, um almoço, e a participação na festa da vitória de António Costa» (No Sol)
E pode-se saber quem foi o «crâneo» do PS nacional que fez tal «convite»?
Etiquetas: cebola
http://www.elpais.com/videos/
http://www.elmundo.es/elmundo/2007/07/16/videos/1184603754.html
http://videos.abc.es/informaciondecontenido.php?con=1446
Ps 1- No meio disto só não entendo o que leva a imprensa espanhola a classificar a cerimónia como discreta e íntima. Enfim, em Espanha a discrição e a intimidade devem ser muito diferentes!
O ex-primeiro ministro italiano, Giuliano Amato, disse coisas muito inquietantes acerca da redacção do novo 'tratado reformador': este novo tratado está a ser redigido de modo ininteligível, propositadamente, visando evitar que a sua ratificação seja feita por referendos nos 27 estados-membros.Se isto for verdade, então é mais um tiro no pé na integração europeia. De uma vez por todas, estes eurocratas disfarçados de políticos têm de perceber que a construção da Europa ou é feita com as pessoas ou não acontecerá. Cada vez mais me convenço que estes 'líderes' que tanto apregoam serem os maiores adeptos da UE são, na verdade, os seus mais cínicos adversários.
Etiquetas: Um bom burocrata reforma tudo para deixar tudo na mesma
Carmona Rodrigues
De longe, não pude verificar as suas votações nos bairros sociais, onde a cacicagem dos serviços da Camâra se costuma sentir.
Só vejo duas soluções para este problema: ou as pessoas que vivem nos bairros da Câmara deixam de poder votar nas eleições autárquicas ou as autarquias deixam de ter bairros sociais.
E se a legitimidade de um órgão eleito depende das mudanças de humor do eleitorado, então sugiro que se criem mandatos de tempo indeterminado. Quando o órgão eleito der sinais de estar a perder apoio popular realizam-se novas eleições.
E se a legitimidade de um órgão eleito se degrada com a distância às últimas eleições então proponho que no último ano de mandato os órgãos eleitos fiquem com poderes limitados.
Ou seja, a opção «centrista» do PS, se por uma lado «come» o espaço á sua «direita», o que lhe dá uma folga de muitos anos por ausência de alternativa de poder, por outro lado, abandona o espaço natural à «esquerda», dando hipótese a que outras forças e franjas internas ocupem o seu espaço natural, ou pelo menos tradicional.
A manter-se este caminho ou tendência, dentro de poucos anos, o grande partido de «direita» contra quem toda a gente (4 forças, todas à sua «esquerda») lutaria, seria o PS.
É o modelo mexicano prirista.
Etiquetas: espinafres
Votos obtidos pela lista de António Costa em 2007: 57 907
Duração do mandato da Assembleia Municipal de 2005: 4 anos
Duração do mandato de António Costa: 2 anos
Manuel Salgado (PS)
Fernando Negrão (PSD) -- este será em breve um ex-independente
Carmona Rodrigues (Lista de Carmona)
Pedro Feist (Lista de Carmona)
Gabriela Seara (Lista de Carmona)
Helena Roseta (Lista de Roseta)
Manuel Ramos (Lista de Roseta)
Sá Fernandes (BE)
Com o grande prestígio que Luís Filipe Menezes tem conseguido entre as bases do Grande Porto ...
Com as excelentes posições de influência conquistadas por Maria José Nogueira Pinto e Miguel Júdice ...
Tudo obra de Marques Mendes e Paulo Portas.
Votos do PCTP/MRPP - 3122; P.N.R. - 1501; PND - 1187; MPT - 1052; PPM - 745;
2. Em Lisboa, o custo eleitoral para eleger um vereador foi de 2% dos inscritos e para presidente da câmara 10% dos eleitores.
Abstenção: (13)
PS: 2
Carmona: 1
Negrão: 1
Além da redução da despesa (quatro vereadores em vez de 17 e 44 assessores em lugar de 187), um sistema destes seria um sério incentivo à limpeza rápida dos cadernos eleitorais.
Se cada funcionário tiver uma família com 3 eleitores: 30 mil eleitores
Número de funcionários em situação precária: cerca de 2 mil
Número de votos para eleger um vereador: 9341
Número de votos de Carmona Rodrigues: 32 734
Número de votos necessário para o haver alteração do número de mandatos (PS ganha mandato ao PCP): 9341
Tomou violentamente o poder no partido e naquele momento, por causa das eleições de Lisboa;
Perdeu a sua vereadora a troco de nada;
Apostou num mau candidato;
A campanha foi miserável;
Defendeu a penalização do governo;
Baixou 2% e conseguiu que o PP pela primeira vez não tenha vereadores de Lisboa;
Ao tomar o partido da forma como o fez, não apenas dividiu o seu eleitorado, mas reduziu-o ainda mais.
Hoje seria o dia em que ele viria reclamar o partido de Ribeiro e Castro. Mas, devido à sua errada estratégia, só não sai, porque «secado» o espaço do partido, este acabaria por fechar as portas.
Sá Fernandes -- 11
PCP -- 22
Roseta -- 22
PSD -- 33
Carmona -- 33
PS -- 66
PS + PSD --- 9 mandatos
PS + Roseta + Sá Fernandes -- 9 mandatos
PS + PCP + Sá Fernandes -- 9 mandatos
PS + Roseta + PCP -- 10 mandatos
PS + Roseta + PCP + Sá Fernandes -- 11 mandatos
Votantes:: 196.041
Lista mais votada: 57.907
Etiquetas: O sistema político tem de mudar
| Mandatos | Costa | Carmona | PSD | Roseta | PCP | Sá | Telmo |
| 1 | 57907 | 32734 | 30855 | 20006 | 18681 | 13348 | 7258 |
| 2 | 28953.5 | 16367 | 15427.5 | 10003 | 9340.5 | 6674 | |
| 3 | 19302.33 | 10911.33 | 10285 | 6668.667 | 6227 | ||
| 4 | 14476.75 | 8183.5 | 7713.75 | ||||
| 5 | 11581.4 | ||||||
| 6 | 9651.167 | ||||||
| 7 | 8272.429 |
É como se não tivessem acontecido....
| Costa | Carmona | PSD | Roseta | PCP | Sá |
| 39071 | 23186 | 20594 | 13390 | 13206 | 9202 |
| 19535.5 | 11593 | 10297 | 6695 | 6603 | 4601 |
| 13023.67 | 7728.667 | 6864.667 | 4463.333 | 4402 | 3067.333 |
| 9767.75 | 5796.5 | 5148.5 | 3347.5 | 3301.5 | |
| 7814.2 | 4637.2 | 4118.8 | |||
| 6511.833 | |||||
| 5581.571 |
| Costa | Carmona | PSD | PCP | Roseta | Sá | Telmo |
| 25087 | 14243 | 13632 | 8807 | 8483 | 5915 | 3355 |
| 12543.5 | 7121.5 | 6816 | 4403.5 | 4241.5 | 2957.5 | 1677.5 |
| 8362.333 | 4747.667 | 4544 | 2935.667 | 2827.667 | 1971.667 | |
| 6271.75 | 3560.75 | 3408 | 2201.75 | 2120.75 | ||
| 5017.4 | 2848.6 | 2726.4 | ||||
| 4181.167 | ||||||
| 3583.857 | ||||||
| 3135.875 |
Se ficar assim Costa só faz maioria com Carmona ou com o PSD ou com mais 2 dos outros. E Carmona está mais próximo de eleger o 4º mandato que Costa o 7º.
«Alguém como o Carmona Rodrigues ter tido tantos votos é muito mau».
As televisões privadas vão dando notícias, comentários e análises.
Etiquetas: o CDS garante que os tempos estão difíceis
- Falar-se-á pouco de Lisboa e muito de tricas partidárias;
- António Costa empolará a vitória nem que ganhe com menos de 30%;
- Luís Filipe Menezes pedirá directas para Outubro / Novembro e assumir-se-á como candidato à liderança do PSD;
- Rui Rio estará num dilema: avançar indirectamente desde já por interposto Aguiar-Branco, eliminando assim um "concorrente", mas dando a vitória a Menezes; ou apoiar Marques Mendes, apostando na continuação do seu desgaste até 2009;
- Santana Lopes e Manuel Alegre estarão felizes.
Etiquetas: O que interessa é 2009
Critérios absurdos. Estratégia política sem pés nem cabeça. Ziguezagueante. Desprovido de carisma todo ele é aparelhismo e jogos de bastidores. Provocou a queda do presidente da câmara coagido pelos acontecimentos. Não tinha qualquer ideia sobre quem iria ser o novo candidato. A lista que a distrital escolheu era miserável. Vitimizou Carmona, quase o reabiltou. Falta de previsão. Adaptação aos factos novos, nula. Selecção de candidato desastrosa.O Governo é mau mas a oposição é muito pior. Com Mendes (e Portas), José Sócrates pode fazer ainda pior do que até agora porque volta a ganhar por falta material de comparência.
Marques Mendes está para a direita portuguesa como o José Couceiro para as selecções de futebol jovens...
- O líder do PSD não se demitirá;
- O líder do PP não se demitirá;
- Os líderes-candidatos dos pequenos partidos, queixar-se-ão da comunicação social para justificar a insignificância dos seus resultados;
Etiquetas: batatas
1. apela-se à votação;
2. Dá-se destaque às declarações dos candidatos.
É mais que evidente que a abstenção prejudica mais uns partidos do que outros e que a notoriedade dos candidatos em dia de eleições pode influenciar o sentido de voto. São duas situações de campanha encapotada. Provavelmente muito mais eficientes do que a campanha propriamente dita. Ah, e o seu efeito é tanto maior quanto maior for a abstenção esperada.
Tivesse ele a noção da separação de poderes, abdicasse de antecipar juízos que competem ao foro judicial e tivesse dado completa liberdade de escolha às estruturas locais - com a inerente responsabilização - e não teria hoje meio PSD a afiar as espadas para a sua degola.
Adenda: sobre a divisão de poderes entre escalões central e local, leia-se esta posta do Rui.
Etiquetas: centralismos, partidocracia
Estas queixas não têm razão de ser. O Governo não amputou verbas à igreja – cortou os fundos públicos a toda a gente. Autarquias, funcionários, escolas privadas, sector social e muitos outros, estão a ficar sem os apoios que já eram costume. Não percebo porque teria de ser diferente com a igreja. Ou pretendem escolas confessionais mas com dinheiros públicos?
Os bispos também exigem a aplicação da Concordata em vez da Lei da Liberdade Religiosa. Claro. Esta última coloca-os a par, em direitos e deveres, com as demais confissões religiosas. Isso eles não querem. A sua defesa da liberdade não chega a tanto.
* Publicado no Correio da Manhã
Em 2001, ainda no governo de Lionel Jospin, a Lei Vaillant, de 15 de Novembro, alargou a utilização dessa base de dados à identificação dos autores de crimes contra a vida das pessoas, autores de actos de terrorismo ou atentados aos bens através de violência. Esta lei já previa uma sanção de prisão e multa no caso de o titular se recusar a submeter-se à recolha dos dados genéticos.
Em 2003, a Lei Sarkozy, de 18 de Março de 2003, fez incluir os crimes mais banais (furtos e roubos simples, por exemplo) no elenco de crimes aos quais a base de dados genéticos se aplicava para identificação dos seus autores, aumentou as penas pela recusa da recolha da amostra de ADN e previu a inclusão nessa base de dados dos perfis de ADN de pessoas simplesmente suspeitas.
Por fim, a Lei Perben II, de 2004, obriga a que todas as pessoas condenadas a mais de 10 anos de prisão vejam o seu perfil de ADN registado na base de dados genéticos para fins criminais, sendo a recusa do fornecimento da amostra sancionada pela perda total do direito à redução da pena durante o seu cumprimento».
Extraído do «Parecer 18/2007 da Comissão Nacional da Protecção de Dados sobre o projecto governamental de diploma que estabelece «os princípios de criação e manutenção de uma base de dados de perfis de ADN para fins de identificação civil e de investigação criminal».
por Francisco Teixeira da Mota, no Público
(via leitora Isabel Coutinho)
O orgão legislativo, a Assembleia Municipal, continua e continuará em funções, com uma maioria do PSD. O futuro executivo sempre terá de negociar com a mesma. E sim, parece que não haverá nenhuma candidatura com maioria de vereadores, o que implicará á força vencedora uma dupla negociação (com outras forças e com a Assembleia Municipal). Afigura-se difícil uma mais fácil «governabilidade».
Os problemas que levaram á queda do executivo não foram sequer falados na campanha. Vários dos vereadores da anterior maioria são novamente candidatos, embora divididos por duas listas. Juntos, terão mais votos que o principal adversário, o que parece indicar que os eleitores não farão uma avaliação assim tão negativa do seu desempenho (ou o opositor não será assim tão entusiasmante).
Os temas da campanha andaram á volta de acessibilidades, frentes ribeirinhas, rejuvenescimento, regresso de habitantes e recuperação da baixa, estacionamento, transportes públicos, idosos, aeroporto e pouco mais.
As razões que levaram a autarquia a ter um dívida de 1200 milhões de euros não foram questionadas nem sequer afloradas. O facto de existirem mais de 10 mil funcionários foi aceite com normalidade. E o facto das inúmeras promessas dos candidatos implicarem invariavelmente ainda mais despesa nem sequer foi referido. A campanha foi uma pobreza em termos políticos.
O único ponto relevante da campanha foi a unanimidade demonstrada pelos candidatos no desejo de «devolver o rio à cidade», limitando os poderes e intervenções da APL. Mas apenas pelo facto de se ter sabido que o governo (quando o candidato socialista ainda era seu membro), terá definido um projecto de intervenção, tendo inclusive convidado um «comissário ribeirinho». que veio a ser um dos principais apoiante da candidatura do ex-membro de governo que o convidou e mantendo o candidato socialista total «silêncio» sobre o projecto. Ao sonegar ao debate e escrutínio público uma matéria que se afigura potencialmente relevante para a cidade, o candidato socialista, que tudo aponta vir a ser o mais votado, deu um péssimo exemplo e um sinal preocupante da forma como se entende a discussão e decisão autárquicas. A caricatura de «comissário do governo central» assenta-lhe como uma luva.
Etiquetas: beringelas
O chamado «dia de reflexão» implica que o dia anterior seja «o dia que não aconteceu»: foi ontem que ocorreram os comícios e passeatas finais dos candidatos. Mas hoje não se podem saber os pormenores, pois as rádios, as televisões e os jornais nada dizem. Foi ontem que os candidatos apresentaram os últimos argumentos e propostas. Mas hoje não se sabe o que disseram. Ontem publicaram-se as últimas sondagens. Mas hoje nos jornais, nas rádios e nas televisões não se analisam os dados, não se apontam cenários nem expectativas.
Não, hoje cumpre-se mais um dia de luto da informação, uma espécie de «sexta-feira santa» laica.
Etiquetas: bananas
Ora, independentemente da questão de fundo (que será mesmo o Tribunal de Justiça, por Acórdão, a resolver) e para além da manifesta forma de esbulho camuflado que a dupla tributação legal (ou seja, instituída legalmente) representa, o facto é que a própria justificação agora avançada pelo Governo enferma também de muito, mesmo muito pouco rigor! Presumindo que o Ministério das Finanças tem técnicos altamente competentes e informados (de resto, em muitos aspectos, tem efectivamente pessoal de excelência, sob o ponto de vista técnico), serão, no mínimo, hilariantes (para não dizer, cheios de má-fé!) os argumentos agora pomposa e muito indignadamente apresentados pelo Ministério das Finanças. ###
Assim, 1) diz o Gabinete do Ministro da Tutela que não existe ainda qualquer processo judicial sobre a inclusão do montante do Imposto Automóvel nacional no valor tributável das operações sujeitas a IVA...Pois não, ou....em rigor, pois sim!
Esquece-se o Governo de explicar que a dita acção por incumprimento que será usada pela Comissão contra o Estado português passa obrigatoriamente por uma fase pré-judicial, levada a cabo pela própria Comissão, exactamente com o intuito de permitir ao Estado-membro rebater a acusação que lhe é feita e evitar eventuais pleitos judiciais que poderiam ser ultrapassados de forma politica e pré-negocial. Por isso, de facto, ainda não há acção judicial, mas já estamos no corredor que (agora, com a posição do Governo Português) nos leverá, sem retorno, a ela!
2) Diz ainda "ingenuamente" o Governo que a inclusão do Imposto Automóvel no valor tributável de operações sujeitas a IVA "é uma solução que data da versão originária do Código do IVA, vigorando, sem qualquer questionamento pela Comissão, há mais de vinte anos"...
Pois, mas normalmente é isso mesmo que acontece, ou seja, há muito que as infracções são cometidas pelos Estados-membros, sem que isso, em nada, os legitime! Foi assim com o Acórdão do Tribunal de Justiça que declarou anti-comunitário cálculo antigo do próprio IA, foi assim com o Acórdão do Tribunal de Justiça que declarou violadores da legalidade comunitária os emolumentos que o Estado português exigia, há uns anos atrás, a propósito do registo predial de imóveis e da inscrição no registo comercial da constituição de sociedades comerciais e de outros actos societários, etc., etc., etc.
Etiquetas: ganhar tempo...para as costas folgarem., Má-fé

O símio em pose de aturada reflexão não é alfacinha nem se prepara para votar amanhã:
- é apenas um esforço de representar a figurinha daqueles que nada têm a ver com Lisboa, mais de nove milhões e meio de portugueses, a quem foi concedido, emprestado, magnanimamente, um dia de reflexão por conta. São os que estão pressurosamente em pulgas a sentirem-se 'lisboetizados' por um dia, anseando pelas novidades das eleições para a Câmara 'deles'.
Em suma, os parolos simiescos somos quase todos nós - aqueles que o são à força, porque não lhes dão outro remédio neste tristíssimo país; e, sobretudo, os outros muito convictos em o serem e que adoram marinar nessa sua condição.
Etiquetas: bananas
Não esquecer também aquela senhora que é presidente da comissão parlamentar de saúde e que em simultâneo trabalha para o Espírito Santo Saúde.
Mas sim, parece que Marques Mendes não podia ser em simultâneo presidente da Assembleia Municipal de Oeiras e presidente da Direcção da empresa proprietária da Universidade Atlântica.
Etiquetas: Ginjas
Mas estou em crer que esse não terá sido o motivo principal - como tanto se tem dito acerca da dimensão nacional das eleições de Lisboa, os semanários em questão resolveram brindar o país todo com um dia de reflexão. Amanhã, sábado, todos nós, em Oeiras e em Faro, no Porto e em Vila Real, na Covilhã e em Viana do Castelo, fomos mediaticamente autorizados a reflectir sobre Lisboa. Sobre Costa e Negrão, sobre o Zé e o Telmo, sobre o Ginjas e o Carmona, sobre o monárquico e a Helena.
Vamos então reflectir. Nas nossas casas, fora de Lisboa, com os nossos amigos que não são de Lisboa e com a nossa família que não quer nada com Lisboa, pensemos em Lisboa, falemos de Lisboa e, sobretudo, consideremos com toda a discrição e precaução o sentido de voto... dos lisboetas.
Por mim, a reflexão está feita: estes jornais acabaram de provar que lhes falta estofo para terem âmbito nacional - com este gesto, mostraram qual a sua visão do país e a medíocre dimensão do seu pequeno mundo.
São semanários de Lisboa. Nada mais. O resto é paisagem...
Etiquetas: O centralismo é o cancro da democracia, O centralista é o mais caricato de todos os provincianos
1. Qualquer partido que esteja inserido na sociedade portuguesa é igualmente vulnerável à corrupção. A única forma de um partido não ser vulnerável à corrupção é não tendo militantes ou não tendo poder. Por isso alegações do tipo "nós é que somos uns gajos honestos e os outros são todos uns corruptos" devem ser olhadas com grande desconfiança.
2. Não é possível acabar com a corrupção apontando o dedo em público a meia dúzia de suspeitos. Nem isso adianta o que quer que seja. Por ser endémica, os indícios públicos de corrupção são uma fracção insignificante da corrupção existentes e o efeito da perseguição pública de meia dúzia de suspeitos é nula.

Hoje é apresentando o VINCI GT, um desportivo - que dizem ser - integralmente concebido e produzido em Portugal.
Adenda: Uma pequena «birra» (note-se que o repórter é da concorrência...)
Etiquetas: repolho
Abstenção nas eleições autárquicas de 2005 no concelho de Lisboa: 47,45%
Etiquetas: caracóis
Por cá, uma menina que tinha sido rejeitada pelo namorado atirou-lhe com ácido. Não chamou socorro e o rapaz morreu 23 dias depois num sofrimento pavoroso. Foi condenada a 7 anos e 9 meses de cadeia. Deve estar cá fora daqui a menos de 4.
O sentir deste mundo depende de um movimento pendular - dantes perdoavam-se coisas medonhas a um dos sexos; agora a oscilação do pêndulo parece ir no sentido oposto. Imaginem só as sanções penais se estes crimes fossem perpetrados por sexo diferente. E a barulheira e as estatísticas e os debates e as manifs...
* Publicado no Correio da Manhã.
Quando Costa sair da Câmara (fatalidade que sempre tem ocorrido nos seus mandatos políticos), Manuel Salgado, como eventual presidente da Câmara, virá invocar que «sempre defendeu a opção do centro de negócios» e que os eleitores de Lisboa o sufragaram?
Etiquetas: alface
The adventures of Tintin in the Congo will be moved from the children's shelves in Borders bookstores across the country and placed in the adult graphic novels section after the book was criticised for having allegedly racist content.The Commission for Racial Equality said yesterday it was unacceptable for any shop to stock or sell the 1930s cartoon adventure of the Belgian boy journalist because of its crude racial stereotypes.
The book, which includes a scene where Tintin is made chief of an African village because he is a «good white man» and a black woman bowing to Tintin saying: «White man very great ... white mister is big juju man!» was highly offensive, a spokeswoman from the commission said. http://books.guardian.co.uk/news/articles/0,,2124396,00.html
Etiquetas: ERC
Grupo empresarial com várias ligações no governo e que tem apoiado o governo de diversas formas é o maior beneficiário de uma obra pública. O governo decide fazer essa obra pública. Parece corrupção, tem os mesmos efeitos perversos que a corrupção, mas é perfeitamente legal.
Ex-militante de um partido da oposição com prestígio político é nomeado secretamente para um cargo importante com poderes de governo sobre a capital e ao mesmo tempo é escolhido para mandatário do candidato do partido do governo às eleições na Capital. Houve uma troca de prestígio por um lugar apetecível. Parece corrupção, tem os mesmos efeitos perversos que a corrupção, mas é perfeitamente legal.
Esse site tem, de facto, uma versão diferente das declarações - estou a ver que o ministro Santos Silva até tem razão e os jornalistas, esses malvados, precisam de rédea curta...
Mas, ainda assim, não me parece que o sentido reivindicativo da pose tenha mudado substancialmente. Aliás, seria um exercício jornalístico bem curioso saber o montante dos apoios públicos de que a igreja tem beneficiado nos últimos anos. Por exemplo, quanto dinheiro recebeu a U. Católica e comparar com o que não terão recebido as outras Universidades não públicas.
Depois há a questão da Concordata - está assinada e ainda não regulamentada. Mas esse acordo nunca devia ter sido feito. Para mim, a Concordata está no sentido oposto da interpretação razoável do espírito do art. 41.º da CRP - julgo-a materialmente inconstitucional já que subalterniza as demais confissões religiosas relativamente à ICAR. Portugal deveria denunciá-la e aplicar integralmente a Lei da Liberdade Religiosa.
Claro que isso não irá acontecer, todos o sabemos. A ICAR, com a sua sabedoria milenar, sobrestou nas suas exigências até ao momento em que o Governo começou a resvalar - e logo atacou no modo e no tempo certo (o pormenor político das vésperas das eleições em Lisboa é deliciosamente revelador). O Governo tem falta de margem e está desprovido de nervo para fazer frente ao poder reivindicativo daquela organização. E vai ceder em toda a linha, sobretudo nos dinheiros. Como dizia o outro, 'é hoje!'
2. A corrupção é uma doença endémica que quando existe afecta vários níveis das instituições públicas, incluindo aquelas que têm por função combatê-la. Quando existem suspeitas generalizadas de corrupção, a opinião pública nenhuma razão em particular para confiar em determinada instituição e não noutras.
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3. A opinião pública tende a ser excessivamente crédula depositando uma confiança sem fundamento em todos os políticos ou agentes públicos que se declarem cotra a corrupção. Esta credulidade associada à assimetria de informação é um dos elementos facilitadores da corrupção.
4. A opinião pública tende a entusiasmar-se com medidas emblemáticas e voluntaristas contra a corrupção e com a perseguição pública de meia dúzia de pessoas sobre as quais se criou a presunção de culpa. A corrupção, que é um fenómeno de redes sociais altamente descentralizado, facilmente contorna essas medidas emblemáticas e voluntaristas e facilmente prescinde dos corruptos que sejam efectivamente apanhados.
«Não consigo entender como... ...é que tantos jornalistas, inclusive de esquerda, conseguem apoiar um documento que, entre outras coisas (incluindo uma imaginária "ofensiva contra a liberdade de imprensa"), se opõe às medidas contra a concentração dos média (o que só pode interessar aos tycoons da indústria) e à institucionalização de um mecanismo de autodisciplina profissional para sancionar as mais graves infracções deontológicas (o que só pode interessar ao rebotalho da profissão). Ele há coisas estranhas, não há?!»
http://causa-nossa.blogspot.com/
Ora para Vital os jornalistas de esquerda não deviam apoiar o http://movimentoinformacaoliberdade.blogspot.com/
a) porque sendo de esquerda deviam acreditar neste governo?
b) porque sendo de esquerda têm de lutar contra aqueles que Vital designa como «tycoons da indústria»?
c) porque sendo de esquerda não fazem parte do «rebotalho da profissão», logo não praticarão «as mais graves infracções deontológicas»?
Enfim, vira o disco e toca o nacional-porreirismo do costume: à malta não acontece nada. Somos todos conhecidos, pá. Estamos cá uns para os outros. Se te deres com rebotalho o caso é outro. Mas tu não te vai dar com o rebotalho, pois não?
O que existe de novo neste século XXI é não só a possibilidade de cientificamente se acompanhar essa mudança como se assiste simultaneamente a uma enorme preocupação em torno da responsabilidade humana nessas alterações e a uma mobilização para as evitar.
Aqui chegados convém que se páre e que se pondere muito bem o que se anda a fazer a pretexto da salvação da Terra. E sobretudo que não se esqueça que as alterações de clima são também política. Aliás o tema deve parte da sua notoriedade presente a Al Gore, um possível candidato a candidato à Casa Branca, e deveu-a no passado à senhora Thatcher. Mais precisamente à sua decisão enquanto chefe de governo de desmontar o poderio dos sindicatos dos mineiros britânicos. Esta determinação de Thatcher implicava apostar noutras energias nomeadamente no nuclear. Mas para isso havia que transformar o nuclear em algo de aceitável pela opinião pública. Numa das maiores viragens registadas nos últimos anos, a energia nuclear passou do histerismo do “Síndroma da China” para um tempo em que é vista como uma opção fatalmente inevitável perante o terror inspirado pelas alterações de clima. Homens como James Lovelock, criador da teoria de Gaia e um dos rostos da ecologia na Grã Bretanha, dão agora a cara publicamente pela opção nuclear e dizem e escrevem que apenas ela, a maldita de ontem, pode agora salvar a Terra.
Neste quadro em que alguns apelam a cruzadas e guerras para salvar a Terra, países sem o mínimo de infra-estruturas, como Angola, anunciam que pretendem construir centrais nucleares e isso suge como preferível à emissão de CO2. Recordo que a opção pelo nuclear não quer dizer apenas construir uma central. Implica serviços de saúde a funcionar, estradas, capacidade de enfrentar situações de risco, técnicos altamente qualificados e, por estranho que pareça, a democracia é também indispensável. Não foi por acaso que os grandes acidentes aconteceram na URSS. Se não existir imprensa livre, se as associações de cidadãos não funcionarem, se os técnicos forem desautorizados pelos políticos então o risco é exponenciado.
Mas mesmo nos países habituados a polémicas, como é a Espanha, as opiniões públicas mostram-se tranquilas não só perante a opção nuclear como inclusivamente face à possibilidade de prolongamento da vida útil de algumas centrais. Até a incontornável questão dos resíduos deixou de suscitar angústias de maior.
Dir-me-ão que tudo é necessário para salvar a Terra. Na verdade a Terra não precisa de ser salva. A nossa humana vida, tão pequena e transitória na escala do planeta, essa é que por vezes é ameaçada. E a opção pelo nuclear implica riscos que não podem ser subestimados.
*PÚBLICO, 11 de Julho
Um ano depois de ser lançado o plano de acção para melhorar os resultados à disciplina, as negativas a Matemática acentuaram-se, passando de 63 por cento em 2006, para 72,8 por cento este ano.
Mas a ministra não se deixou impressionar e preferiu elogiar os bons resultados a Português, disciplina para a qual não foram aplicadas medidas nenhumas:
Em comunicado, o Ministério da Educação reconheceu “a persistência de dificuldades” na Matemática, mas sublinhou as melhorias verificadas, por outro lado, nos exames de Português, onde “larga maioria dos alunos alcançou uma classificação positiva”.
Rui Ramos falou para o futuro - os bispos falaram para o mesmo lugar de sempre: para os exclusivos interesses da sua organização.
O governo, do qual fazia parte António Costa, convidou determinada pessoa para vir a ser «Comissário Ribeirinho».O candidato Costa várias vezes manifestou a sua posição crítica face ao que actualmente se passa na zona ribeirinha, defendo uma intervenção do poder central juntamente com a autarquia. O candidato e o mandatário na camapanha nunca referiram que já existia um futuro «Comissário Ribeirinho» e um plano do governo de intervenção.
Há quem ache isto normal. Eu não acho.
O candidato Costa quer tirar o aeroporto de Lisboa e transformar os terrenos em zona verde. O seu número dois e hipotético presidente da câmara (quando Costa for tratar da sua vida), Manuel Salgado, quer pelo menos metade da zona como «centro de negócios». Qual o real programa eleitoral «socialista» para Lisboa?
LNEC garante total independência
O Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) garantiu, esta quarta-feira, na Comissão Parlamentar de Obras Públicas, total rigor e independência na elaboração do estudo comparativo entre a Ota e Alcochete para o novo aeroporto.
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Carlos Matias Ramos confessou o incómodo e numa frase rejeitou todas as críticas: «O laboratório nunca, mas mesmo nunca, manifestou uma opinião».
No entanto, o PSD citou declarações do presidente do LNEC, no programa Prós e Contras, para demonstrar que houve uma emissão de opinião. Ao que Carlos Matias respondeu que «como é evidente», quem «não tem experiência para lidar com públicos pode cometer alguma imprecisão».
No entanto, o presidente do LNEC insiste, como disse no programa, que a nível de infra-estrutura a «Ota não é nenhum papão». Ou seja, continuou Carlos Matias, «o que eu quis dizer foi que a Ota não era nenhuma infra-estrutura com qualquer complicação adicional em relação a outros obras que fazemos pelo país».
Bragaparques: Domingos Névoa vai a julgamento por corrupção activa
Domingos Névoa, sócio da Bragaparques, vai a julgamento por corrupção activa, no caso desencadeado pela denúncia do vereador da Câmara de Lisboa José Sá Fernandes, eleito pelo Bloco de Esquerda.
Já é usual haver a coincidência entre decisões judiciais sobre casos mediáticos e o final das campanhas eleitorais. Trata-se mesmo de uma coincidência.
Ora, recorda-se ao procurador Cluny colocado no Tribunal de Contas que«a notícia de um crime dá sempre lugar à abertura de Inquérito« (artº 262º nº2, CPP), cabendo ao MP «dirigir a investigação criminal» (e não ao governo).
A Associação Sindical dos Magistrados Judiciais não vai por melhor caminho, ao exigir (note-se!!) «informação detalhada [...] no que respeita à intercepção de comunicações de juízes portugueses legitimamente realizadas no âmbito do direito de livre associação em organizações internacionais»
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O Estado social é isto: supõe a impotência dos cidadãos e a omnipotência dos governantes. Os governantes do Estado social precisam que todos confiemos neles e que encaremos o aumento do seu poder e a demonstração da sua força como um benefício. É lógico que sintam que, para manter o Estado social, é essencial preservar essa relação de confiança contra o ruído dos mal-intencionados e maldizentes. O Estado social é, por natureza, um Estado autoritário. Se os portugueses querem viver livres, convém-lhes outro tipo de Estado. Um Estado que, ao deixar para cada um as decisões principais que lhe dizem respeito, não precise de controlar tudo nem de gastar tanto, e a quem baste aplicar rigorosamente a lei. A escolha é clara: ou a liberdade ou o Estado social.
Etiquetas: Estado Neutral, Estado Social, liberdade, liberdade de escolha, Mais Estado = mais impostos
Slots na Portela (PDF) por Rui Rodrigues.
E também ajuda a perceber os atrasos da TAP.













