1.2.05

As reformas não serão feitas por António Vitorino II

António Vitorino disse 3 coisas sobre a reforma da administaração pública na entrevista de ontem:

1. É preciso descentralizar;

2. É preciso requalificar funcionários;

3. Não se fazem reformas contra as corporações.


As medidas 1 e 2 são caras, principalmente se não se pretende despedir ninguém e se tudo for feito de acordo com os interesses das corporações. A requalificação dos funcionários é cara por dois motivos: requer recursos e implica promoções e subidas de escalão. A descentralização é uma boa ideia, mas só se for feita com efectiva transferência de funcionários, competências, poder e responsabilidades. Ora, ninguém acredita que os funcionários que estão em Lisboa se vão mudar para o interior de livre vontade. Nem ninguém acredita que os ministérios em Lisboa estejam dispostos a abdicar do seu poder. A descentralização levará inevitavelmente à duplicação de funções e à contratação de novos funcionários.

As reformas não serão feitas por António Vitorino

António Vitorino fala na necessidade de "contratualizar" as reformas com as corporações

Não sabia que Portugal ainda era um estado corporativo. As reformas só serão feitas se os sindicalistas, que não representam ninguém nem foram a eleições nacionais, deixarem.

Every(except)one

«(...) The European Union welcomes the enormous efforts made by the Independent Election Commission of Iraq and its Iraqi personnel, as well as local observers, the Iraqi Interim Government, the UN, and everyone who made it possible for the election to be held within the time frames adopted by United Nations Security Council Resolution 1546.(...)», disseram os responsáveis da diplomacia da UE

Mandamento nº1 dos ressabiados: Não nomearás o nome dos EUA.

O VERDADEIRO PERIGO

O que aqui diz o LR é verdade. Mas o problema maior, no futuro próximo, parece-me ser outro.
Quando Mourinho sucedeu a um pobre tolo e começou a treinar o FCP a meio da época, a primeira coisa que o Treinador disse foi:
Ora, neste momento, a apenas 2 pontos do lider e com os dois clubes lisboetas imersos na habitual mediocridade, talvez a jogarem ainda pior do que nas épocas transactas, quem vier de novo (Couceiro ou outro) tem de apostar em ganhar o presente campeonato. Ser-lhe-á exigido que vença já. No campeonato e na Liga dos Campeões (pelo menos, que ultrapasse o Inter).
Aqui é que reside o verdadeiro perigo - o novo treinador não terá espaço nem tempo para preparar a próxima época como fez Mourinho.
O que lhe poderá ser fatal.

Faltam visão, estabilidade, liderança!



Não me lembro da última vez em que o FCP tenha tido 3 treinadores numa só época; não me lembro de tamanha rotação na equipa em tão pouco tempo; nunca como agora o FCP foi um tão grande entreposto de brasileiros; nunca como na presente época se denotou uma tão deficiente ou nula planificação; nunca os empresários mandaram tanto, no balneário e não só.

Nunca, enfim, se verá uma sucessão tão atabalhoada como a que iremos assistir no FCP.

Em defesa dos tecnocratas

Quem quer que o estado dirija todos os detalhes da educação, da saúde, das artes, do desporto e da economia não pode depois dizer que o estado não deve ser dirigido por tecnocratas. Não se pode amar a tecnocracia sem amar os tecnocratas.

NÃO DEIXAS SAUDADES NENHUMAS!