O Ministério da Saúde quer dar preferência aos não farmacêuticos na abertura de novas farmácias. Assim, estes profissionais não só perdem o exclusivo da propriedade como ficam em desvantagem competitiva nos concursos que vão ser lançados. De acordo com um projecto de regulamentação, que já foi comunicado aos parceiros do sector, os farmacêuticos podem candidatar-se às novas farmácias, mas será dada prioridade ao resto da população que queira entrar neste negócio pela primeira vez. A legislação que retira o exclusivo da propriedade destes estabelecimentos aos licenciados em farmácia entra em vigor no próximo mês. As regras para as candidaturas às novas farmácias (que rondam as 350) são um dos pontos que falta regulamentar e que, ao que apurou o DN, está agora em fase de redacção final, já depois de terem sido consultados os parceiros. Por não estar terminada, o Ministério da Saúde não comenta o assunto.
Quando se pensava que o Estado português ia deixar de intervir na questão da propriedade das farmácias eis que se percebe que apenas muda o grupo que o Estado português entende favorecer ou prejudicar. Assim passamos tranquilamente duma situação em que apenas os farmacêuticos podiam ser proprietários de farmácias para uma outra em que sobretudo os farmacêuticos não devem ser proprietários de farmácias. A nossa sina é a doideira em forma de diploma
http://dn.sapo.pt/2007/10/24/sociedade/prioridade_para_farmaceuticos.html
24.10.07
23.10.07
Leis da treta
Segundo o DN, alguém do INFARMED terá declarado que «face à lei actualmente em vigor não é permitida» a venda de medicamentos a crédito. Sabendo que a associação nacional de farmácias tem planos para criar um cartão de crédito (em associação com um banco público), será que algum dos leitores é capaz de identificar (número e data) a dita lei?
Se existir mesmo uma lei com tal proibição, não deixa de ser curioso que o Estado proíba aos cidadãos aquilo que ele próprio faz por sistema: pagar os medicamentos a crédito.
Se existir mesmo uma lei com tal proibição, não deixa de ser curioso que o Estado proíba aos cidadãos aquilo que ele próprio faz por sistema: pagar os medicamentos a crédito.
De que será?

A Maria Inês de Almeida, no Corta-Fitas, manifesta alguma perplexidade pelo facto da cantora Ana Malhoa ser o nome português mais procurado na internet em 2007.
Investiguei um pouco. E das duas uma:
- Ou esse êxito se deve aos seus inegáveis dotes intelectuais;
- Ou, então, é mesmo a música...
Comuns vs lordes
Vital Moreira diz «Os que defendem o referendo sobre o Tratado de Lisboa já experimentaram lê-lo? E acham que algum cidadão comum consegue passar da segunda página? (...)»
Ora eu tenho uma sugestão. Muito prática.
Como há cidadãos, não comuns, que já leram o Tratado, que o compreenderam, e até conseguem fazer um resumo de alguns dos seus principais pontos, eu sugiro que se faça um referendo com a seguinte pergunta aos cidadãos comuns: «concorda com as inovações nos tratados europeus resumidas nesta posta de Vital Moreira?»
Opção acertada
Hoje, no Sá Carneiro, as pessoas amontoavam-se, maldizendo a greve dos pilotos. Nisto, chega a comitiva do Campeão - foi chegar e voar. O resto dos passageiros, nomeadamente os infelizes que escolheram a TAP, ficaram em terra a ver as boas escolhas a voar sempre mais alto...
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