Lareiras
Francisco George quer proibir as lareiras.
Liberdade
Paralelismos
A morte recente de duas crianças que, com razão ou sem ela, é atribuída ao fecho de urgências e serviços de atendimento em locais periféricos, vai ser a ponte de Entre-os-Rios de Sócrates. Foi a gota de água para fazer transbordar a revolta que estava desde há muito latente. A partir daqui, qualquer pequeno pretexto servirá de acha para a fogueira e a propaganda constituirá fraco extintor.
Começou o declínio - espero que irreversível - do socratismo.
1. Baixa qualidade dos eleitos. Eles nem percebem as leis que votam e aceitam tudo o que os burocratas lhes preparam.
2. Baixa qualidade técnica dos assessores dos parlamentares.
3. Baixa qualidade técnica da discussão pública.
4. Incentivos errados aos deputados. Os deputados ganham mais em obedecer às directivas do governo do que em satisfazer as necessidades dos seus eleitores.
5. Falhas no modelo de carreira dos burocratas. Políticos com limitação de mandatos estão desvantagem perante burocratas vitalícios (Sir Humphrey Appleby ).
6. A globalização favorece a formação de uma comunidade mundial de elites. As elites nacionais ganham mais em obedecer às elites europeias do que aos seus eleitores. Os factos mostram que têm razão. Mal vistos cá dento, bem vistos lá fora. Exemplos: a fuga de Barroso, o Alto Refugiado, Sampaio na ONU, Sócrates e o referendo europeu. Vender os interesses do país à comunidade mundial de elites compensa.
7. Predisposição política para estatização de todos os pormenores da vida. Um certo provincianismo.
8. Assimetria dos ganhos. Uma carreira de burocrata tem maior retorno e é mais segura que uma carreira de crítico da burocracia.
9. Predisposição política para aceitar como progresso inevitável tudo o que é apresentado como tal.
10. Economia das ideias. Pagar para que os outros pensem por nós parece mais barato do que pensar pela própria cabeça.
11. Impossibilidade da acção colectiva. Os beneficios das decisões dos burocratas estão concentrados, os prejuízos estão dispersos. Os grupos que beneficiam das decisões estão mais motivados que os que são prejudicados.
Haja equidade!
Se há salas de chuto, entrega de seringas nas prisões, dádivas de metadona aos toxico-dependentes, então o Estado vai ter de subsidiar restaurantes, bares e discotecas para o investimento em zonas de fumo. Que diabo, os nicotino-dependentes são tão doentes como os tóxico e com mais direitos: é que aqueles pagam impostos.
O Banco de Portugal (BdP) acompanhou operações de compra de acções próprias realizadas pelo Banco Comercial Português (BCP) durante os últimos aumentos de capital mediante o recurso a sociedades sediadas em praças financeiras "off-shore" e conhecia os créditos concedidos a membros dos órgãos sociais do banco privado.Mais evidências de que a intervenção do Banco de Portugal no BCP foi cirúrgica e que as elegadas irregularidades foram apenas um pretexto.
E depois ainda é a escandaleira porque os ginásios não estão a reflectir a descida do IVA nos preços. Pudera. Adivinhe-se lá porquê: porque quem vai aos ginásios não são os pobrezinhos! Quem vai ao ginásio pode pagar para cima de € 200 de inscrição, € 80 de mensalidades, mais não sei quanto para as toalhas e cacifo, e se incluirmos saunas e banhos turcos, upa upa. E mais: a maior parte das vezes pagam não sei quantas mensalidades em adiantado para depois nem sequer lá porem os pés. Pois, fomentar a prática desportiva, a-han…