3.4.07

não eram padres


"Uma coisa é certa. Pedro Arroja anda aqui de má fé. Basta ver como ele apaga alguns comentários e deixa outros ainda mais insultuosos dos seus comentadores favoritos".
(censurado, comentário ao post auto-da-fé).
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Eu gostaria, às vezes, que as teses dos meus posts não fossem tão rapidamente confirmadas pelos comentadores que a elas são mais adversos, e certamente que o não fossem de forma tão ingénua.###
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Pela mão de quem é capaz de censurar até o seu próprio nome, eu sou acusado de ser um censor (na realidade, não domino sequer a tecnologia de apagar comentários). E é certo que ando aqui de má-fé.
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O assunto não teria importância se não me permitisse estabelecer outra tese: com elevada probabilidade, o autor deste comentário é jurista.
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Ao contrário daquilo que geralmente se supõe, os juizes e os outros magistrados dos Tribunais da Inquisição que conduziam os chamados autos-da-fé não eram padres nem bispos da Igreja. Eram juristas formados na Universidade de Coimbra.
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Era a justiça secular, não a Igreja, que condenava as pessoas à morte. A Igreja até recomendava que os juizes usassem a máxima benevolência.
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A tradição de intolerância que durante séculos marcou a cultura portuguesa tem sido atribuída exclusiva e indevidamente aos padres e à Igreja. A Igreja tem as costas largas. Eu acho que seria útil procurá-la por outras instituições e por outras profissões.