Estas medidas do engenheiro Sócrates para incentivar a natalidade são dinheiro deitado fora. Todos aqueles que têm filhos recebem os incentivos, mesmo aqueles que já os tencionavam ter de qualquer das formas. No cenário super, hiper, ultra optimista de provocarem um aumento da natalidade de cerca de 5% implicariam que cerca de 95% do dinheiro seria gasto para incentivar uma natalidade que ocorreria de qualquer das formas.
Existe no entanto uma forma de incentivar a natalidade em que o dinheiro aplicado é 100% eficaz. O governo só tem que mandar um funcionário às clínica de aborto que já por aí funcionam. A função deste funcionário seria a de subornar todas as mulheres dispostas a fazer um aborto levando-as a não abortar. O Estado só pagaria pelos nascimentos que viessem realmente a ocorrer e que viessem a contribuir para a natalidade em excesso.
Qualquer campanha de marketing tem que saber escolher o target sob pena de grande parte do orçamento da campanha ser desperdiçado num target que já se encontra convencido.
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20.7.07
11.4.07
Respostas singelas às 3 perguntas (mais uma insinuação) complicadíssimas do Rui
Questão prévia: «Para felicidade dos adversários da União Europeia, o Tratado Constitucional continua por ratificar...»- Pode-se ser adversário da "constituição" giscardiana e continuar a apoiar a União Europeia - bem vistas as coisas, no actual panorama, mais do que nunca, quem quiser que o projecto europeu prossiga deve estar contra aquilo que se converteu no seu maior obstáculo: precisamente, a dita "constituição" que a Convenção de M. Giscard D'Estaing, em má hora, entendeu obrar...
Resposta: O simples facto das 3 perguntas do Rui se colocarem, manifesta bem a crise constitucional que a vertente giscardiana da União Europeia engendrou e não consegue resolver. O melhor seria dar o salto para outra dimensão da construção europeia. Parecem-me existir duas hipóteses:
a) Ou esboçar um novo Tratado, sóbrio e desafrancesado, que resolvesse simplesmente a questão institucional, sem pomposidades constitucionais nem requintes napoleónicos, proposta ainda hoje subscrita pela Holanda e que já tinha sido afirmada por Prodi;
b) Em alternativa, abandonar de vez o enorme erro político e jurídico que foi a Convenção, Giscard e quase tudo o que se fez a partir de Nice.
O pior de tudo, claro, seria fazer aquilo que o Rui parece preferir: persistir neste enorme erro que foi a "coisa giscardiana", ratificar às escondidas e fingir que se inventou uma nova forma de integração democrática. A médio prazo, não o duvido, seria fatal para a União Europeia.
Conclusão: é preciso salvar o projecto europeu dos europeístas-militantes-faça-se-a-União a-todo-o-custo-não-importa-como, que tanto mal estão a fazer à Europa...
16.3.07
Uma proposta construtiva
Compreendendo-se a necessidade de proteger as criancinhas dos perigos dos isqueiros BIC, deve no entanto ser tido em conta que existem milhares de cidadãos idosos sem filhos ou netos nem recursos para comprar isqueiros caros e sofisticados com mecanismos de protecção. Ora, se é verdade que estes cidadãos não podem ser privados de isqueiros baratos, também é verdade que a liberalização total do isqueiro levaria pais inconscientes com crianças em casa a comprar isqueiros sem protecção. Sendo esta a nossa triste realidade, e para compatibilizar os dois bens em presença, proponho que seja instituida a Licença de Porte de Isqueiro, atribuível apenas a quem provar não ter filhos em casa. Estou certo que esta medida não só resolverá os graves problemas de segurança das criancinhas como também poderá resolver os graves problemas sociais dos idosos, já para não falar nos tolinhos das liberdades que certamente preferirão um sistema em que vigora a Licença de Porte de Isqueiro a um sistema em que grande parte dos isqueiros são proibidos.
9.3.07
Mesquita para o santuário, já!
Concordo que há na pintura uma flagrante injustiça - mas não pelas razões apontadas. O problema está nas ausências e não nas presenças. É que não faz sentido nenhum que esteja figurada esta última personagem - o cónego/monsenhor - em tão santo lugar e se tenham, ignominiosamente, esquecido do eterno presidente da câmara, Mesquita Machado. Se este sintomático exemplo da viabilidade do socialismo católico, cumulativamente tradicional e pós-moderno, esta figura ímpar (prontos, vá lá, a dra. Fátima também era muito chegada ao ex-bispo do Porto) e tão representativa dos autarcas portugueses, vence sucessivamente (30 anos) as eleições em Braga, deve-o a Melo (monsenhor) e à sua organização. Pela sua persistência e fidelidade, Mesquita Machado conquistou já, materialmente, um lugar naquele retábulo bem ao lado dos seus benfeitores (falo dos vivos, claro). Amén.
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