2.2.05

Político desmente boato

Sócrates: "alusões um tanto brejeiras que visam o aproveitamento de uma onda de boatos completamente falsos e mentirosos"

O boato tornou-se no tema central da campanha. José Sócrates admitiu que a sua vida privada pode ser uma questão política. Deu-se ao trabalho de desmentir um boato, o que é um meio seguro de o amplificar. Criticou os boatos falsos sobre a vida privada, mas não disse nada sobre os verdadeiros, o que é um risco. Se calhar não podia fazer outra coisa ... Matou o boato? Descolou para a maioria absoluta? Duvido. Uma coisa é certa: ainda bem que o Sr Presidente da República convocou eleições para podermos finalmente debater os assuntos que verdadeiramente interessam aos portugueses.

1.2.05

A inviabilidade do nosso modelo social

Arrepiante, é o mínimo que se pode dizer face ao cenário traçado neste artigo de Medina Carreira. Citando alguns trechos (bolds meus):

(...) O peso da despesa pública levará, em poucos anos, ao colapso financeiro do Estado, com pesadas consequências para todos mas, em especial, para mais de 4,5 milhões de indivíduos dele directamente dependentes(1). Ninguém, revelou, na política activa actual, discernimento, aptidão e credibilidade para tranquilizar o País e vencer uma tal crise. (...).

(...) Dispersos na nossa sociedade, temos 4,5 milhões de indivíduos que integram uma espécie de "Partido do Estado". Têm em comum a dependência directa do Orçamento e representavam, em 2003: 43 por cento da população residente; 56 por cento do eleitorado; 62 por cento da população com mais de 24 anos de idade. Pensionistas e subsidiados (mais de 3,8 milhões), equivaliam a 70 por cento da população activa. Este "Partido do Estado" absorvia 70 por cento dos impostos cobrados (1980); atinge agora os 85 por cento (2003). O pessoal político dos principais partidos "invade" progressivamente o Estado e pretende mais funcionários, mais pensionistas, mais subsídios e mais subsidiados, porque aí pode angariar mais votos. Os que ainda estão fora do "Partido do Estado" constituem uma minoria cada vez mais desiludida, reduzida e silenciada, e menos influente. Adormecido e enganado, Portugal trilha o caminho para o desastre financeiro do Estado e para uma pobreza mais generalizada dos portugueses. Ninguém nos acode.(...)

Em suma, somos cada vez menos a contribuir para cada vez mais. Cenário que se poderá agravar se os mais válidos vierem a concretizar opções de emigração, desejo que se vai formulando de forma crescente.

Ainda haverá quem acredite nos vendedores de ilusões?

Por outro lado...

Nos últimos dias tem dado muito brado certas insinuações, que sendo reles, não surpreendam verdadeiramente vindas de quem vem.
Mais supreendente é ver que também há quem, sem insinuações, questione directamente a vida privada:
«(...) quem é este homem? É católico praticante? Porque é que não casou? Que vida afectiva tem? Porque é que não se abre sobre isso?(...)» (Na «Grande Reportagem», via Blogouve-se)
E quem pergunta é Joaquim Vieira, jornalista, presidente do Observatório de Imprensa, director da revista «Grande Reportagem».

Guia eleitoral

1. Ler os programas de cada partido;

2. Eliminar as medidas impossíveis de cumprir;

3. Eliminar as medidas que os partidos não tencionam cumprir;

4. Eliminar as medidas que os partidos tencionam cumprir mas que não terão capacidade para implementar;

5. Sobrou alguma coisa?

Post promíscuo

Lição do dia: não é por se mandar embora um Santana Lopes Del Neri que as coisas se resolvem.

Custos do ambientalismo embaraçam governo alemão

Germany shelves report on high cost of wind farm-produced energy:

The findings of the unpublished report were leaked to Der Spiegel magazine last week. They suggest that if Germany presses ahead with its plan to double the number of wind turbines, annual energy costs for consumers will rise from ?1·4 billion to ?5·4 billion (£1 billion to £3·7 billion), increasing the average annual household bill by ?44 by 2015.

Victor Fernandez Braulio

Ao contrário do meu amigo CAA, acredito que os portistas ainda vão ter saudades do agora ex-treinador do FCP. Depois da leva de contratações de qualidade mais do que duvidosa, deveria ter-se-lhe dado a oportunidade de mostrar o que podia fazer com elas (se é que VF teve algum papel nas escolhas). Assim, VF arrisca-se a ser recordado, durante algum tempo, como o homem que deu ao FCP o último grande título.
Em todo o caso, caro Victor Fernandez, obrigado por tudo. Não vou esquecer tão cedo a "Taça Toyota".