2.10.07

É só vantagens

A decisão de adquirir um híbrido é, mais do que um reflexo de consciência ambiental, uma decisão economicamente racional, devido ao baixo consumo e ao benefício fiscal que reduz quase a metade o imposto automóvel.

As marcas que comercializam estes veículos (actualmente Honda e a Toyota), conseguem apresentar preços muito competitivos e beneficiam de uma substancial oferta de publicidade gratuita. Por exemplo, veja-se como um agência da Câmara Municipal de Almada produz um documento que pretende apresentar uma estratégia municipal para ajudar a salvar o mundo e acaba por ser pouco mais que publicidade encapotada a um modelo, o Toyota Prius.

1.10.07

Justiça milagrosa *

Alice Ferreira saiu do Hospital de Penafiel com uma bebé que não era sua, passando por seguranças que nada lhe perguntaram. Alice não confessou o mal que tinha feito: se uma familiar não a tivesse denunciado, provavelmente aquela criança nunca conheceria a sua verdadeira mãe.
Entretanto, a Inspecção-Geral da Saúde assegurou que o Hospital não teve qualquer culpa no sucedido e acusou a mãe de negligência – como sempre, o Estado defende o Estado e culpa as pessoas.
No julgamento que agora decorre, o procurador disse que “os motivos que levaram ao crime são compreensíveis”. E não pede prisão para a raptora. Alice diz que procurava um milagre quando cometeu o crime. Afinal, encontrou-o: a Justiça portuguesa, que gasta milhões à procura de uma criança inglesa, aqui conclui que “foi um drama para toda a gente”. Pois foi. Sobretudo para o País com uma Justiça destas.


* Publicado no Correio da Manhã em 20 de Setembro de 2007

Resultados quase finais

O que pensarão os militantes do PSD das secções de Secção A/Lisboa (AM), Inglaterra, Londres e London (sic), Toronto e Canadá (sic), New York, Newark e USA (sic) e, sobretudo, os da Secção de Maringá, entre outras, cujos votos não foram tido em conta, da proclamação da vitória de Menezes?

Discordo, mas é uma boa discussão

Hospitais, Capelanias e Anti-Clericais 1 e 2, por jcd, no Hole Horror.

Já alguma vez leram jornais da Bolívia?

«Adolfo Pérez Esquivel o la Nobel de la Paz Rigoberto Menchú soy algunas de las personalidades que ya han mostrado su apoyo a la campaña para conseguir la candidatura del presidente Boliviano Evo Morales a ese premio. En Periodista Digital abordamos este tema con Carmen Almendras, embajadora de Bolivia en España y con Nacho Martínez miembro del comité del Partido Humanista que coordina esta campaña. Para el Partido Humanista, Evo Morales encarna un proyecto por el cambio en Bolivia a través de la no violencia. »
http://blogs.periodistadigital.com/debatespd.php/2007/09/30/evo_morales_nobel_paz_3456

E o nosso Partido Humanista o que pensa disto?
http://www.movimentohumanista.com/ph/xpagina.php?tema=sobre&subtema=antecedentes

Não existem mães do coração nem pais de tubo de ensaio

«Se a senhora que raptou uma "menina" num hospital e que foi descoberta um ano depois, tivesse mais dois ou três anos de convívio com a criança, passaria a ser "mãe do coração"? E que diriam os pedopsiquiatras, esta nova categoria jurídico-mediática?»
http://abrupto.blogspot.com/

a) se Pacheco Pereira está a referir-se ao casal Luís Gomes e Adelina Lagarto recordo que a criança lhes foi entregue por vontade da mãe, a cidadã brasileira Aidida Porto. Quanto ao pai, Baltazar Gomes, nessa fase não se interessava pelo destino ou sequer pela existência da filha.
Foram os pais, Aidida e Baltazar, quem colocou a sua filha numa situação de abandono. O que é assaz diferente de alguém que vai a um hospital buscar uma criança. O acolhimento e o rapto não são actos similares.

b) Prefiro o mais aloucado dos juízes ao mais sereno dos 'psis'. As leis criticam-se, as sentenças contestam-se.. ao passo que os relatórios dos 'psis' nos podem tornar numa espécie de não-cidadãos, tudo num limbo de subjectividade que me inquieta.
Mas se chegámos ao império ds "pedopsiquiatras, esta nova categoria jurídico-mediática" foi justamente por culpa da justiça. O desfasamento entre a realidade e a lei, o funcionamento autista e autocrático dos tribunais que regulam a tutela duma criança com prazos e modos de funcionamento similares àqueles que usam para determinar a propriedade dum imóvel, levaram a que como forma de contornar a justiça se procure dar um valor similar ao da lei a pareceres e opiniões doutros profissionais, como são os pedopsiquiatras.

c) O respeito pela lei e pelos tribunais está longe de implicar uma concordância com o seu conteúdo e modo de funcionamento. Se este fosse um universo perfeito as leis jamais mudariam.
O que torna o caso de Esmeralda/Ana Filipa dramático é que para que a lei seja cumprida é necessário intervir profundamente na vida daquela criança.

d) Até onde nos pode levar o cumprimento duma lei injusta ou sobretudo dum modo de funcionamento dos tribunais que é ele mesmo gerador de injustiça? Pois não é certamente adequada uma legislação que permite manter uma criança no seu primeiro ano de vida a cargo dum casal que diz pretender adoptá-la ao mesmo tempo que o seu pai realiza um conjunto de testes que, afirma ele, caso lhe confirmem a paternidade o levarão a querer a tutela dessa mesma criança.

e) Decidir não criar um filho é uma decisão que deve ser respeitada e tomada sem medo de represálias e com a dignidade possível. E se assim for desejado em absoluto anonimato. Notícias como esta dão conta dos enredos a que uma lei sem dúvida feita com as melhores intenções nos pode conduzir:
http://dn.sapo.pt/2007/05/02/sociedade/abandono_recemnascida_s_joao_atrasar.html

Contudo este respeito por quem decide não criar uma criança não pode transformar-se numa falta de respeito por esse filho. E é isso que acontece quando se omite que entregar um filho a outrém ou não o assumir são decisões que têm consequências. E uma delas é que se perde legitimidade quando mais tarde afinal se descobre que se quer ser pai. Ou mãe.

O Novo Frei Tomás

É engraçado ouvir os apoiantes de LFM pedir unidade ao partido. Agora, têm que remar todos para o mesmo lado. Convergência à volta do líder. Ou seja, Menezes pede que não lhe façam a ele o que ele fazia a Mendes. Não se comportem como ele se comportava. Na verdade, o que Menezes merece é uma oposição interna, pública e sistemática. Menezes conquistou a liderança deste modo e é de esperar que tenha feito escola. JPP já está a fazê-lo. E eu, se fosse militante do PSD, faria o mesmo.