Mostrar mensagens com a etiqueta liberdade de expressão sim mas devagar. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta liberdade de expressão sim mas devagar. Mostrar todas as mensagens

10.7.07

E que tal comprarem o jornal de vez em quando?

A ERC prossegue a sua saga.

Numa deliberação (que ainda não está online), insta o «Público», para, pela segunda vez, publicar um direito de resposta com « uma nota de chamada na primeira página do caderno “Público Local”, com a devida saliência...».

Os elementos da ERC não lêem o «Público»: desde 12 de Fevereiro que o jornal não tem «Caderno local», não existindo portanto onde fazer a «devida saliência».....
Mas eles insistem. Mesmo contra toda a realidade......

Com a ameaça de multas a 500 euros por dia, também eu conseguia fazer publicar quantas vezes quisesse todas as notas oficiosas.

13.6.07

O cilindro do «respeitinho» vai fazendo o seu caminho: (II)

«RTP pede desculpas a Cavaco»

Rádio Televisão Política

Andam sempre com remendos e queixinhas.... Em vez de se andar a impor, aos bocadinhos, como deve ser repartido o tempo de notícias de cada partido, quando devem passar os tempos de antena ou se um discurso deve ser integral ou parcial, porque é que os partidos, o governo e o PR não se sentam à mesa e fazem, de uma vez por todas, a grelha de programação e um esquema do telejornal da sua televisão? Afinal, não é para os servir que ela existe?

12.6.07

O cilindro do «respeitinho» vai fazendo o seu caminho:

«Um comunicado da Associação de Professores de Matemática (APM) em que criticava declarações proferidas pela ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, levou o ministério a sugerir à organização o abandono da comissão de acompanhamento do Plano da Matemática.
O "convite" foi feito por Luís Capucha, director-geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular, no dia em que as críticas às declarações de Maria de Lurdes Rodrigues foram divulgadas pela comunicação social.» (Público)

26.5.07

Leitura indispensável

A maioria democrática não aceita jornalistas que de uma forma sistemática critiquem o seu governo, porque isso representa uma ofensa e uma traição à própria maioria, e esta deixa de lhe comprar os jornais. Por isso, os jornais de grande circulação em regime democrático são tipicamente submissos, e uma espécie de porta-vozes semi-oficiais dos governos da maioria. Não aceita cantores, escritores, intelectuais ou artistas que contestem a democracia ou que exibam qualquer sinal de independência de espírito e criatividade, e exclui-os, condenando-os ao esquecimento. A maioria democrática não aceita sequer quem ouse criticar os seus governantes ou fazer troça deles, porque os governantes são o espelho da maioria, e a maioria pune quem a ofende ou troça dela. Em suma, os heróis da ditadura, que eram os homens e mulheres de espírito crítico e independente, são as principais vítimas da democracia. A democracia não os vai submeter a torturas físicas. Pelo contrário, exclui-os, marginaliza-os, esquece-os, faz com que se lhes definhe o espírito e se lhes morra a alma.

Assim termina Pedro Arroja "Não há machado que corte", um interessantíssimo ensaio sobre a liberdade de expressão. Disponível aqui.