4.4.07

the beatles

Aí há uns dias, escrevinhei um «post» sobre os Genesis, uma banda musical que sempre apreciei, ao qual ninguém prestou a atenção devida. Nesse texto expunha fundamentalmente os seguintes pontos de vista: que o grupo era composto por excelentes músicos; que estes valiam menos separados do que juntos; e que, sobretudo, tiveram a notável inteligência de se manterem unidos por mais de quatro décadas, sobrevivendo ainda nos nossos dias, aspecto que sempre admirei. Hoje, não sei porquê, apetece-me escrever sobre os The Beatles, outra velha banda do passado.
Reconheci sempre qualidade musical ao grupo de Liverpool, embora os seus membros me parecessem muito menos talentosos do que os media os faziam. As carreiras individuais, genericamente pobres ou medianamente inspiradas, demonstraram-no. Contudo, colectivamente funcionavam muito bem e chegaram a ser absolutamente brilhantes. Nunca percebi, por isso, porque se separaram. Porque não tiveram um módico de inteligência (e de humildade) que lhes permitisse continuarem juntos uma obra (hoje diríamos «uma marca») com que todos ganharam.
Sempre gostei dos Genesis, como repetidamente escrevi, e tive sempre uma fraca opinião sobre a inteligência, que não do talento musical, dos The Beatles. Hoje, mais do que nunca, olhando para trás, mantenho essa opinião.