- Portas e os seus novos ídolos: copiar é feio, de FAL, no Corta-Fitas;
- Não sou conservador, de André Abrantes Amaral, no Blogue Atlântico.
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9.5.07
6.3.07
1.3.07
Em prime time, claro...
Planeou emprestar o partido a alguém que nunca lhe faria sombra. Regressaria quando lhe conviesse. Mas o Congresso não correu como era esperado. A sua pandilha, acantonada no grupo parlamentar, tudo fez para desacreditar a nova liderança. Mal o Congresso tinha terminado e já exigiam um novo. Depois deste realizado insistiram que era preciso mais um. Valia tudo: insultos, ofensas públicas, desafios roncantes. Só faltou que aqueles deputados espancassem o presidente do partido em directo, num telejornal. Ribeiro e Castro não teve o mínimo de tranquilidade para se poder sequer perceber se tinha ou não qualidade para ser líder na oposição. Um ano depois de dizer ter saído de cena, o instigador de toda esta pouca vergonha já se exibia solitariamente num monólogo excessivamente chato, na Sic-Notícias. Cultivando um aborrecido ar de austeridade postiça (porque esta direita sempre confundiu a sisudez com aquilo que julga ser o "sentido de Estado"). Mas, uma vez mais, repete-se até ao fim a fatalidade descrita na história da rã e do escorpião - não conseguindo conter a sua ânsia predadora e mesmo sabendo que este não é o momento adequado, anuncia com a pompa de que não prescinde um regresso que nunca o será. Sabe, no entanto, que nesta direita - a mais estúpida da Europa - não faltarão os aduladores de sempre e os que não se cansam de tentar descobrir mudanças naquilo que nunca se alterará. Agora, travestido de liberal, na mesma sala de onde Cavaco Silva anunciou a sua candidatura, o pano está prestes a abrir-se para a mais pressurosa drag queen da direita portuguesa. Como sempre, espera holofotes, luzes na ribalta e muitos, muitos, encómios.
A direita liberal em Portugal, essa, pode esperar.
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Como escrevi aqui : «O Paulo Portas de que agora, sebasticamente, se diz que vai "regressar", não renasceu politicamente de geração espontânea - é o mesmo que foi ministro e vice-primeiro-ministro de um governo de que Barroso fazia gáudio em dizer "que não tinha nenhum liberal entre os seus membros". É o mesmo Paulo Portas que verberou o liberalismo e os seus princípios até mais não, garantindo, a propósito, que "Aveiro não é Chicago e Portugal não é os Estados Unidos" (?!). É o mesmo Paulo Portas que desmentiu o liberalismo em todas as acções do seu governo durante três anos e meio.
O que é que este Paulo Portas tem de diferente daquele senhor com o mesmo nome que foi um péssimo ministro de dois maus governos até há 2 anos? Quem é que o acompanha agora que já não tenha estado ao seu lado em todas as lutas que travou nos últimos 10 anos? Digam-me lá onde é que Paulo Portas teve a sua Estrada de Damasco liberal, intelectual, competencial ou funcional, porque, sinceramente, não a consigo enxergar...
Este não é o emergir, muito menos o regresso, de nenhuma "direita liberal" mas sim o reaparecimento da velhíssima direita conservadora que nunca saiu daqui, nunca se reciclou nem conseguiu, sequer, perceber essa indesmentível precisão.»
26.2.07
Imprescindível ler
O texto de Llewellyn H. Rockwell, Jr., "The Republicans and their Doomed Ideology".No dia seguinte após a minha reacção contra o esforço da velha direita conservadora lusa em se travestir de liberal, o diagnóstico sobre a direita conservadora norte-americana, através de caminhos diferentes, não parece alcançar conclusões muito distintas. Curiosamente.
Um breve excerto: «But these days we see all around us how liberty generates order and how this order is self-sustaining. We live in private communities. We see the glorious world of the web. We benefit daily, hourly, minute-by-minute, from an order that is not imposed from without but rather generated from within, by that remarkable capacity we have for pursuing self-interest while benefiting the whole. Here are the great mystery and majesty of social order, expressed so well in the act of economic exchange.
Republicans by contrast live intellectually in a world long past, a world of warring states and societies made up of fixed classes that fought over ever-dwindling resources, a world unleavened by enterprise and individual initiative. They imagine themselves to be the class of rulers, the aristocrats, the philosopher kings, the high clerics, the landowners, and to keep that power, they gladly fuel the basest of human instincts: nationalism, jingoism, and hate. Keeping them at bay means keeping the world of their imaginations at bay, and that is a very good and important thing for the sake of civilization.»
25.2.07
Delírios graniticamente conservadores
Num panegírico encimado com um retrato de Paulo Portas, Henrique Raposo, cujos textos até costumo apreciar, escreveu esta coisa espantosa:
«A subversão, o espírito crítico, o sabor a liberdade só podem vir da direita. Aqui e agora, em 2007 e em Portugal, a direita liberal significa ousadia, golpe de asa, irreverência; uma irreverência que não existe em mais lado nenhum. Nós, liberais conservadores, somos os únicos desempoeirados num país ainda coberto pelo ácaros do século XX».
Está Raposo excessivamente equivocado. Tanto que até assusta.
A direita portuguesa não é, nem nunca foi, «subversiva» - para o seu tipo normativo comum, a palavra até possui algo de pejorativo; a direita portuguesa prefere a ordem, a imutabilidade, i.e. a inalterabilidade genérica das coisas, dos homens e dos valores.
A direita portuguesa não sabe o que é o «espírito crítico»; mas julga os parcos contornos que percebe do conceito como sinónimo de "traição" ou coisa pior.
A direita portuguesa desdenha o «sabor a liberdade»; hoje, bem como ontem - e temo bem que amanhã -, a direita conservadora nacional não gosta de nenhum dos paladares da liberdade; julga-a um luxo ou um perigoso resvalamento para o afrouxamento dos valores seguros e reconhecidos nas suas rotinas existenciais.
E depois, em Portugal, não há «direita liberal». Há, sim, meia-dúzia de bem intencionados (entre os quais, também, me incluo), carregadinhos de wishful thinking, mais ou menos inconsequentes e desejosos que essa miragem se possa concretizar. Mas estão, inapelavelmente, perdidos num imenso mar de conservadores imobilistas, proteccionistas e, para meu próprio espanto recente, de salazaristas mal camuflados - como se pode ver numa breve passagem pelas discussões de alguns blogues nacionais que gostam de se auto-intitular de "liberais", por exemplo, muito infelizmente, no Blasfémias.
Mas o que me parece bastante mais indesculpável é Henrique Raposo depositar toda a sua confiança na fundação da «direita liberal» em alguém como Paulo Portas - aliás, insuportavelmente idolatrado em todo o texto.
O Paulo Portas de que agora, sebasticamente, se diz que vai "regressar", não renasceu politicamente de geração espontânea - é o mesmo que foi ministro e vice-primeiro-ministro de um governo de que Barroso fazia gáudio em dizer "que não tinha nenhum liberal entre os seus membros". É o mesmo Paulo Portas que verberou o liberalismo e os seus princípios até mais não, garantindo, a propósito, que "Aveiro não é Chicago e Portugal não é os Estados Unidos" (?!). É o mesmo Paulo Portas que desmentiu o liberalismo em todas as acções do seu governo durante três anos e meio.
O que é que este Paulo Portas tem de diferente daquele senhor com o mesmo nome que foi um péssimo ministro de dois maus governos até há 2 anos? Quem é que o acompanha agora que já não tenha estado ao seu lado em todas as lutas que travou nos últimos 10 anos? Digam-me lá onde é que Paulo Portas teve a sua Estrada de Damasco liberal, intelectual, competencial ou funcional, porque, sinceramente, não a consigo enxergar...
Este não é o emergir, muito menos o regresso, de nenhuma "direita liberal" mas sim o reaparecimento da velhíssima direita conservadora que nunca saiu daqui, nunca se reciclou nem conseguiu, sequer, perceber essa indesmentível precisão. E, falar de «... ousadia golpe de asa e irreverência...» a propósito de gente que já nasceu irremediavelmente velha, acomodada e que nem sonha em poder mudar, confesso, até me pareceria risível se não fosse trágico.
«A subversão, o espírito crítico, o sabor a liberdade só podem vir da direita. Aqui e agora, em 2007 e em Portugal, a direita liberal significa ousadia, golpe de asa, irreverência; uma irreverência que não existe em mais lado nenhum. Nós, liberais conservadores, somos os únicos desempoeirados num país ainda coberto pelo ácaros do século XX».
Está Raposo excessivamente equivocado. Tanto que até assusta.
A direita portuguesa não é, nem nunca foi, «subversiva» - para o seu tipo normativo comum, a palavra até possui algo de pejorativo; a direita portuguesa prefere a ordem, a imutabilidade, i.e. a inalterabilidade genérica das coisas, dos homens e dos valores.
A direita portuguesa não sabe o que é o «espírito crítico»; mas julga os parcos contornos que percebe do conceito como sinónimo de "traição" ou coisa pior.
A direita portuguesa desdenha o «sabor a liberdade»; hoje, bem como ontem - e temo bem que amanhã -, a direita conservadora nacional não gosta de nenhum dos paladares da liberdade; julga-a um luxo ou um perigoso resvalamento para o afrouxamento dos valores seguros e reconhecidos nas suas rotinas existenciais.
E depois, em Portugal, não há «direita liberal». Há, sim, meia-dúzia de bem intencionados (entre os quais, também, me incluo), carregadinhos de wishful thinking, mais ou menos inconsequentes e desejosos que essa miragem se possa concretizar. Mas estão, inapelavelmente, perdidos num imenso mar de conservadores imobilistas, proteccionistas e, para meu próprio espanto recente, de salazaristas mal camuflados - como se pode ver numa breve passagem pelas discussões de alguns blogues nacionais que gostam de se auto-intitular de "liberais", por exemplo, muito infelizmente, no Blasfémias.
Mas o que me parece bastante mais indesculpável é Henrique Raposo depositar toda a sua confiança na fundação da «direita liberal» em alguém como Paulo Portas - aliás, insuportavelmente idolatrado em todo o texto.
O Paulo Portas de que agora, sebasticamente, se diz que vai "regressar", não renasceu politicamente de geração espontânea - é o mesmo que foi ministro e vice-primeiro-ministro de um governo de que Barroso fazia gáudio em dizer "que não tinha nenhum liberal entre os seus membros". É o mesmo Paulo Portas que verberou o liberalismo e os seus princípios até mais não, garantindo, a propósito, que "Aveiro não é Chicago e Portugal não é os Estados Unidos" (?!). É o mesmo Paulo Portas que desmentiu o liberalismo em todas as acções do seu governo durante três anos e meio.
O que é que este Paulo Portas tem de diferente daquele senhor com o mesmo nome que foi um péssimo ministro de dois maus governos até há 2 anos? Quem é que o acompanha agora que já não tenha estado ao seu lado em todas as lutas que travou nos últimos 10 anos? Digam-me lá onde é que Paulo Portas teve a sua Estrada de Damasco liberal, intelectual, competencial ou funcional, porque, sinceramente, não a consigo enxergar...
Este não é o emergir, muito menos o regresso, de nenhuma "direita liberal" mas sim o reaparecimento da velhíssima direita conservadora que nunca saiu daqui, nunca se reciclou nem conseguiu, sequer, perceber essa indesmentível precisão. E, falar de «... ousadia golpe de asa e irreverência...» a propósito de gente que já nasceu irremediavelmente velha, acomodada e que nem sonha em poder mudar, confesso, até me pareceria risível se não fosse trágico.
16.2.07
Não confie no seu médico
Médica obrigada a quebrar sigilo em caso de sida
O sigilo médico vale o que vale. Estamos todos avisados. Não confie no seu médico.
Há uma regras básica da investigação policial em Portugal: deve seguir-se o procedimento que dê menos tabalho à polícia e que melhor demonstre o poder do estado sobre os cidadãos.
O sigilo médico vale o que vale. Estamos todos avisados. Não confie no seu médico.
Há uma regras básica da investigação policial em Portugal: deve seguir-se o procedimento que dê menos tabalho à polícia e que melhor demonstre o poder do estado sobre os cidadãos.
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