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2.9.07

Os riscos dos riscos mediáticos (Making Of)

Sobre as previsões catastrofistas muito em moda nos anos 60-70 ver:
The Population Bomb

The Population Bomb (1968) is a book written by Paul R. Ehrlich. A best-selling work, it predicted disaster for humanity due to overpopulation and the "population explosion". The book predicted that "in the 1970s and 1980s hundreds of millions of people will starve to death", that nothing can be done to avoid mass famine greater than any in the history, and radical action is needed to limit the overpopulation.
Limits to Growth

Limits to Growth is a 1972 book modeling the consequences of a rapidly growing world population and finite resource supplies, commissioned by the Club of Rome. Its authors were Donella H. Meadows, Dennis L. Meadows, Jørgen Randers, and William W. Behrens III. The book used the World3 model to simulate[1] the consequence of interactions between the Earth's and human systems. The book echoes some of the concerns and predictions of Reverend Thomas Robert Malthus in An Essay on the Principle of Population (1798).

Sobre as preocupações com a engenharia genética:
Asilomar Conference on Recombinant DNA

The Asilomar Conference on Recombinant DNA was an influential conference organized by Paul Berg discussing the potential biohazards and regulation of biotechnology held in February 1975 at a conference center Asilomar State Beach.[1]

31.8.07

Os riscos dos transgénicos (Making Of) II

A polémica sobre os Organismos Geneticamente Modificados (OGM) é essencialmente um problema sobre a gestão de risco numa sociedade complexa para a qual as peculiaridades de cada OGM são praticamente irrelevantes. Tudo o que temos que saber é que tanto as sociedades humanas como o funcionamento do genoma de um ser vivo, como o os sistemas ecológicos são sistemas complexos cuja previsibilidade está para além das possibilidades da Ciência. Nós não temos capacidade para antecipar os riscos de sistemas que não temos capacidade para prever.

Os riscos dos transgénicos (Making Of)

Os Organismos Geneticamente Modificados (OGMs) colocam problemas de gestão de risco numa sociedade complexa. Entre os riscos dos OGMs há que distinguir os riscos que cada indivíduo incorre voluntariamente dos riscos que lhe são impostos. As pessoas que comem OGMs não são obrigadas a faze-lo. Existe, em alternativa, toda uma pequena indústria de comida dita saudável livre de OGMs. Se entendemos que as pessoas estão suficientemente informadas para votar em quem deve governar o país, então também temos que aceitar que elas estão suficientemente informadas para escolher o que comem. No caso da comida, o risco é pessoal e cada um é o melhor juiz dos seus riscos. Aqueles que gostam de ser paternalizados discordam desta posição, mas nada os impede de se submeterem aos critérios de terceiros. Os que não faltam são igrejas e associações cívicas cuja missão é sujeitar os seus membros a algum tipo de paternalismo.

16.8.07

Sexo em Democracia 3 (Making Of)

Caso Gregory Clark tenha razão e supondo que existe uma relação entre selecção cultural e o desenvolvimento económico, o que dizer do que se passou após a Revolução Industrial? A Revolução Industrial provocou uma melhoria significativa das condições de higiene pública e das condições de vida dos mais pobres. Em consequência disso, a mortalidade infantil reduziu-se e os pobres passaram com o tempo a ter uma fecundidade maior do que os ricos. A explosão demográfica criou uma parcela muito grande da população muito pobre e indiferenciada com interesses idênticos. Pode-se especular que esta inversão na tendência demográfico criou as condições para o desenvolvimento de regimes em que as massas populares são dominantes e em que a aristocracia tem pouca influência.

A Inglaterra resistiu bem aos avanços das massas populares, talvez porque inicialmente possuía uma base populacional em que os valores aristocráticos eram predominantes. Mas noutros países, em que os benefícios materiais da revolução industrial (e a consequente explosão demográfica) chegaram primeiro que as ideias dos aristocratas ingleses, a predominância política das massas populares nascidas da explosão demográfica levaram a revoluções socialistas (Rússia, China), fascistas e nazis (Itália, Alemanha) ou ao estabelecimento de regimes populistas (Argentina) ou em que a democracia é muito menos limitada que em Inglaterra (França). Estas ideias poderão ainda ajudar a compreender porque é que alguns países enriqueceram a partir de 1800 e outros permaneceram pobres. Os que permaneceram pobres foram aqueles em que a explosão demográfica ocorreu primeiro que a evolução cultural e o estabelecimento de valores semelhantes aos dos aristocratas ingleses.

6.8.07

Sexo em Democracia II (Making Of)

Imagine-se uma sociedade constituída por dois grupos homogéneos, os Puritanos e os Hedonistas. Os Puritanos são contra o sexo pelo sexo, associam o sexo à reprodução e à família, são contra os anticoncepcionais, são contra o aborto e não o praticam e não se envolvem em relações homossexuais. Os hedonistas são pelo sexo como um fim em si mesmo, fazem grandes esforços por evitar ou adiar a reprodução, são pelo uso de anticoncepcionais, são pelo aborto (o que não quer dizer que o pratiquem) e nada têm contra relações homossexuais. Para simplificar, imagine-se que estes grupos não se misturam.
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A longo prazo, qual destes grupos acabará por prevalecer? A resposta depende da forma como cada grupo conseguir transmitir as suas ideias às gerações futuras. Cada grupo pode transmitir as suas ideias através da educação dos respectivos filhos na sua própria casa ou através dos mais diversos meios de comunicação. Se todos os outros factores forem iguais, devemos esperar que por regra os Puritanos tenham mais filhos e mais cedo que os Hedonistas. Logo, os Puritanos têm a vantagem de poderem transmitir as suas ideias a mais filhos. Os Hedonistas só conseguirão sobreviver enquanto grupo se conseguirem dominar a Opinião Pública.

Hedonistas e Puritanos competem uns com os outros por recursos. O hedonismo será mais bem sucedido se for capaz de usar os recursos dos puritanos para promover o hedonismo. Os puritanos serão melhor sucedidos se conseguirem pagar a educação dos filhos à custa dos hedonistas. Por isso, devemos esperar que numa sociedade competitiva o hedonismo que prevalece seja aquele que se associa a ideias que levam ao controlo hedonista dos conteúdos meios de comunicação e do ensino público.

O hedonismo será favorecido por um sistema de ensino público centralizado porque esse tipo de ensino permite-lhes usar os recursos económicos dos puritanos para levar as ideias hedonistas aos filhos dos puritanos. O hedonismo é também favorecido pela liberdade de expressão nos meios de comunicação centralizados porque esses meios são uma forma barata de fazer chegar as ideias hedonistas aos filhos dos puritanos. A adopção por homossexuais é importante para a luta política porque permite que parta da próxima geração poderá ser educada por uma população predominantemente hedonista. Os meios artificiais de reprodução permitem aos hedonistas reduzir os seus custos de transmissão de ideias à próxima geração e por isso tenderão a ser demonizados pelos puritanos.

3.8.07

Gabinete de auto-avaliação educacional (Making Of)

textos que não chegaram ao DN por falta de espaço


É claro que o GAVE alega ter um conjunto de mecanismos internos de avaliação, mas o problema é que por serem internos não são imparciais. O GAVE pretende para o ano criar um sistema de avaliação externa pelas sociedades científicas. Mas as sociedades científicas fazem parte de um conjunto vasto de associações privadas que são financiadas pelo Estado e que têm frequentemente que chegar a compromissos com o governo. Não estão em condições para auditar de forma profissional uma instituição como o GAVE que é dependente do governo. Para haver um avaliador imparcial tem que haver uma separação entre a componente de prestação de serviços e a componente de avaliação e financiamento. O Ministério da Educação tem duas alternativas possíveis, ou abandona o ensino tornando-se exclusivamente no avaliador do ensino nacional ministrado por agentes privados, ou abandona a avaliação e torna-se numa instituição de ensino em pé de igualdade com os restantes deixando-se avaliar por uma, ou preferencialmente várias, instituições externas financeiramente independentes do Estado.

Sexo em Democracia (Making Of)

textos que não chegaram ao DN por falta de espaço

No último debate do Estado da Nação José Sócrates defendeu um conjunto de incentivos à natalidade, o que por si só é um reconhecimento do miserável estado em que se encontra a Nação. A Nação não pode ou não se quer reproduzir, e isso só pode ser um indicador de que ou não dispõe de meios para se reproduzir ou que não há nada suficientemente valioso para ser reproduzido. As reacções às medidas de Sócrates sugerem que se trata de um problema de meios e não de auto-estima. A maior parte dos comentadores considerou que os meios disponibilizados por Sócrates para a reprodução da Nação são insuficientes. A Nação, afinal, considera-se digna de se reproduzir, não tem é os meios para o fazer.