A principal fabricante de computadores da China, Lenovo, anunciou hoje ter concluído a compra da divisão de computadores pessoais (PC) da norte-americana IBM para criar a terceira maior empresa de informática do mundo.
1.5.05
Comemorando o Dia do Trabalhador III
Lenovo conclui compra do sector de computadores pessoais da IBM
Comemorando o Dia do Trabalhador II
Hong Kong greets Labor Day holidays with fireworks show
To celebrate the Labor Day holidays (Golden Week) and welcome holiday tourists from the Chinese mainland, Hong Kong started as of Sunday the eight-day building-top fireworks and laser light shows along the Victoria harbor on the side of the Hong Kong Island.
Comemorando o Dia do Trabalhador
Yao Ming named Chinese "model worker"
Basketball player Yao Ming was named a national "labor hero" by the Chinese government on Wednesday.
Not all the Chinese applauded Yao's nomination. Some said labor heroes should be selected from ordinary workers, not rich superstars like Yao.
QUEIMA DAS FITAS

No ranking comunitário do ensino superior, Portugal ocupa o último lugar em número percentual de licenciados e, também, o primeiro com mais licenciados desempregados.
Esta situação aparentente paradoxal tem, contudo, algumas explicações evidentes.
A primeira é a da pobreza endémica do país que, não só é parco em recursos, como, quando os teve, nomeadamente nas duas décadas de vertiginosos apoios comunitários ao emprego, à requalificação profissional, agrícola e empresarial, os não soube aproveitar. Por este motivo, é fácil compreender que a oferta de emprego qualificado não seja abundante ainda que, por vezes, os nossos jovens licenciados estejam dispostos a aceitar qualquer tipo de ocupação remunerada.Um panorama destes não estimula a obtenção de graus académicos, com esforço, perda de tempo e de dinheiro, e que, muitas vezes, acabam por não servir para nada, razão pela qual há cada vez mais menos candidatos ao ensino superior: entre ir para trás de um balcão aos dezoito anos de idade, ou aos vinte e quatro munido de um diploma, não há que escolher.
Mas estes dados permitem algumas outras conclusões interessantes.
Desde logo, que os milhões que o Estado tem gasto no ensino público não têm sido devidamente aplicados ou, vá lá, não têm dado os resultados aguardados. Basta, para isso, termos em conta que a única universidade portuguesa classificada no insuspeito Academic Ranking of World Universities de 2004 é a Universidade Clássica de Lisboa, situada num manhoso 473º lugar. À nossa frente estão universidades polacas, checas, hungaras, japonesas, italianas, espanhosas, isto é, dos quatro cantos do mundo. Nos primeiros duzentos lugares, a ULSP, a Universidade de São Paulo, uma instituição do Brasil, país onde o ensino merece os mais sérios reparos académicos da nossa «elite» universitária».
Não pode, porém, dizer-se que tem sido por falta de dinheiro que as universidades públicas portuguesas não têm qualidade. Com António Guterres, por exemplo, elas cresceram exponencial e desordenadamente, em número de instituições, de cursos, de professores e de alunos. A sua «paixão pela educação», paradigma regenerador e civilizacional de um «socialismo culto», seguido, aliás, pela quase totalidade dos nossos governos democráticos, não deu, afinal, resultados de mérito. Talvez fosse mais útil uma gestão rigorosa e racional, isto é, privada, dos recursos públicos gastos no ensino superior, em vez de se continuar a fazer dele um verdadeiro vazadouro do Orçamento de Estado, começando por uma análise da estrutura de custos aos últimos anos. Quem sabe, surgiriam alguns dados interessantes...
Guterrarando por aí
Governo vai criar centros de emprego móveis
Quatro notas:
1. Sócrates depois de acusar a descentralização das secretarias de estado de cosmética dispendiosa realiza um governo aberto em Amares. Até agora tinhamos presidências abertas inúteis, a partir de agora vamos ter governos abertos que só servem para fazer propaganda ao governo;
2. Os centros de empregos só criam o emprego dos seus funcionários;
3. As empresas viáveis não precisam de apoios do estado. Se precisam de apoios do estado é porque não têm crédito entre os investidores e logo não são viáveis;
4. O governo relança aqui o estilo Guterres de criação de novas instituições públicas para fazerem o que é da competência das instituições públicas já existentes.
Outro alvo do AGIIRE é constituído por empresas que atravessam dificuldades conjunturais mas têm viabilidade estrutural "desde que devidamente apoiadas", frisou Vieira da Silva.
Quatro notas:
1. Sócrates depois de acusar a descentralização das secretarias de estado de cosmética dispendiosa realiza um governo aberto em Amares. Até agora tinhamos presidências abertas inúteis, a partir de agora vamos ter governos abertos que só servem para fazer propaganda ao governo;
2. Os centros de empregos só criam o emprego dos seus funcionários;
3. As empresas viáveis não precisam de apoios do estado. Se precisam de apoios do estado é porque não têm crédito entre os investidores e logo não são viáveis;
4. O governo relança aqui o estilo Guterres de criação de novas instituições públicas para fazerem o que é da competência das instituições públicas já existentes.
O Jornal dos Vencidos da Vida
O Courier Internacional, onde podemos ler como é que os intelectuais europeus enfrentam problemas terríveis como o desaparecimento da pobreza extrema na China e na Índia, a baixa de preços (a que eles chamam alteração dos preços relativos), o aumento dos lucros das empresas, a dedicação ao trabalho dos comerciantes chineses e os novos serviços de pesquisa do Google. A não perder esta maravilhosa demonstração da forma como os europeus cultos compreendem e lidam com as ideias dos povos bárbaros.
Leituras: O sonho desfeito.
"Sim, meus senhores, queremos mais liberdade, a economia do País exige mais liberdade para se poder expandir e crescer. "
José Pedro Pinto Leite
"O sonho desfeito ou Quanto vale a vida de um homem?", da autoria de Vasco Pinto Leite, é um trabalho publicado pela editora Tribuna da História, Lisboa, em 2003.
A obra constitui uma biografia política de José Pedro Pinto Leite, mentor, em Lisboa, da Ala Liberal, falecido em 1970 na Guiné, em circunstâncias mal esclarecidas, mas bem simbolizadas em trabalho artístico de Malangatana que é apresentado na capa do livro.
J.P. Pinto Leite integrou o grupo de pessoas que traçou como objectivo a alteração do regime totalitário anterior a 1974 por via pacífica, ou seja, pelo seu interior, tentativa que se saldou, em Portugal, como se sabe, por um fracasso, ao contrário do que ocorreu em Espanha.
"O sonho desfeito" descreve a actividade política de J.P. Pinto Leite de uma forma agradável para o leitor e dotada de suficiente grau de minúcia, sendo acompanhado por cópia de depoimentos e de documentos relevantes, constituindo, em suma, um texto com acentuado interesse. Dá ainda conta de outros aspectos da vida de J.P. Pinto Leite, tais como a sua estadia em Essen, RFA, e a sua participação num espectáculo de teatro.
J.P. Pinto Leite viria a falecer em queda de helicóptero no Rio Mansoa, na companhia de outros deputados que integravam a comitiva, num total de seis vítimas, em 25 de Julho de 1970. O livro reproduz, entre outros, testemunhos de militares presentes na Guiné na ocasião, incluindo de Ramalho Eanes, que "participou nas operações de busca do helicóptero desaparecido" (pág. 209), de Lemos Pires (pág. 208) e de António de Spínola (pág. 205).
Noutro passo da obra, um dos companheiros de J.P. Pinto Leite na Ala Liberal, Francisco Sá Carneiro, é citado (por Silva Pinto) como tendo dito que "Um desastre aéreo como este não pode ser acidental; passaria os limites do razoável" (pág. 231).
O texto em análise poderá servir de ponto de partida para reflexão, fazendo de 25 de Julho, e , já agora, também de 4 de Dezembro, datas que a História de Portugal irmanou, símbolos de esperança e não de fatalismo. Esperança em que alguns ideais dos que faleceram naquelas datas não tenham com eles morrido.
José Pedro Lopes Nunes
José Pedro Pinto Leite
"O sonho desfeito ou Quanto vale a vida de um homem?", da autoria de Vasco Pinto Leite, é um trabalho publicado pela editora Tribuna da História, Lisboa, em 2003.
A obra constitui uma biografia política de José Pedro Pinto Leite, mentor, em Lisboa, da Ala Liberal, falecido em 1970 na Guiné, em circunstâncias mal esclarecidas, mas bem simbolizadas em trabalho artístico de Malangatana que é apresentado na capa do livro.
J.P. Pinto Leite integrou o grupo de pessoas que traçou como objectivo a alteração do regime totalitário anterior a 1974 por via pacífica, ou seja, pelo seu interior, tentativa que se saldou, em Portugal, como se sabe, por um fracasso, ao contrário do que ocorreu em Espanha.
"O sonho desfeito" descreve a actividade política de J.P. Pinto Leite de uma forma agradável para o leitor e dotada de suficiente grau de minúcia, sendo acompanhado por cópia de depoimentos e de documentos relevantes, constituindo, em suma, um texto com acentuado interesse. Dá ainda conta de outros aspectos da vida de J.P. Pinto Leite, tais como a sua estadia em Essen, RFA, e a sua participação num espectáculo de teatro.
J.P. Pinto Leite viria a falecer em queda de helicóptero no Rio Mansoa, na companhia de outros deputados que integravam a comitiva, num total de seis vítimas, em 25 de Julho de 1970. O livro reproduz, entre outros, testemunhos de militares presentes na Guiné na ocasião, incluindo de Ramalho Eanes, que "participou nas operações de busca do helicóptero desaparecido" (pág. 209), de Lemos Pires (pág. 208) e de António de Spínola (pág. 205).
Noutro passo da obra, um dos companheiros de J.P. Pinto Leite na Ala Liberal, Francisco Sá Carneiro, é citado (por Silva Pinto) como tendo dito que "Um desastre aéreo como este não pode ser acidental; passaria os limites do razoável" (pág. 231).
O texto em análise poderá servir de ponto de partida para reflexão, fazendo de 25 de Julho, e , já agora, também de 4 de Dezembro, datas que a História de Portugal irmanou, símbolos de esperança e não de fatalismo. Esperança em que alguns ideais dos que faleceram naquelas datas não tenham com eles morrido.
José Pedro Lopes Nunes
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