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O eterno delfim?
- Ele foi educado para um dia ser 1º ministro, porventura com a bênção do seu padrinho, Marcello Caetano;
- Viu nascer a 3ª República e foi dos que ajudou ao parto constituinte;
- Criou em Portugal um estilo de análise política muito peculiar, baseada em virtualidades e em ficções, a que deu o nome pomposo de factos políticos;
- Reconhece que adora uma boa intriga política, mas assegura quem o conhece que é capaz de urdir as maiores, para o que combina como poucos brilhantismo e perfídia;
- Tuteia os protagonistas do regime, sendo por estes unanimemente elogiado em público, temido em privado, odiado em surdina;
- Há muito que ganhou dotes de excelente manipulador e nem Soares lhe resistiu, tendo ficado nos anais a sua rocambolesca retirada de apoio à recandidatura de Eanes em 1980, depois de ter sido confrangedoramente ridicularizado por uma das tais análises;
- Como líder do PSD, não conseguiu guindar-se ao Olimpo dos "imortais" Sá Carneiro e Cavaco que, curiosamente, sempre o ignoraram;
- Desde então, terá desistido do desígnio primo-ministerial e terá começado a sonhar com Belém e num despique com o seu amigo Guterres, abençoado aquele pelo confessor (de ambos) Melícias;
- Ao longo dos últimos anos e, enquanto "entertainer" televisivo, foi juntando o útil (a conquista da necessária notoriedade) ao agradável (as farpas em todas as direcções);
- Consta que vários jornais não abdicam de o ter como "fonte bem informada" e que vem "fazendo" há vários anos a primeira, a segunda e a última página do Expresso.