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3.4.07

A obra deve começar pelo telhado...

Descentralizar Pedras Rubras – um quase desacordo nos partidos à esquerda.

No fundo, esta gente é tão centralista como a rapaziada do Terreiro do Paço que eles tanto criticam. Perante uma manifestação da sociedade civil desenquadrada das lógicas partidárias, tratam desde logo de a desvalorizar e contrapor o "macro-enquadramento" da regionalização. Esta, nunca se fará se estivermos à espera da sua "perfeita" concepção por decreto. Surgirá naturalmente se aparecer de baixo para cima, numa estratégia de pequenos e sucessivos passos que se vão consolidando.

Os apparatchiks partidários jamais aceitarão isto. Por motivos óbvios: é algo que sai fora do seu controlo.

26.3.07

O catolicismo é apenas uma religião

Pedro Arroja tem vindo a explicar porque é que um sistema político baseado nos princípios do catolicismo seria um fracasso. É que tal sistema teria que se basear num sistema centralizado dirigido por uma autoridade iluminada que, caso fosse contestada com argumentos racionais, perderia toda a aura mágica que a sustenta. Ora, dado que o telégrafo, o telefone, o telemóvel, a televisão, a rádio e a internet não podem ser desinventadas, não se consegue perceber como é que tal autoridade poderia sobreviver ao simples facto de ser tão falível como qualquer outro mortal. Nada disto é preocupante se tivermos em conta que o catolicismo é uma religião e não uma teoria política. Já a ideia de que os povos católicos têm que viver sob instituições políticas centralizadas inspiradas no catolicismo parece ignorar todos os argumentos contra o centralismo independentes das peculiaridades culturais. Sejam quais forem as peculiaridades culturais de um povo, isto é sempre válido. As limitações da cultura católica não são ultrapassáveis pela mera adequação das instituições à cultura do povo. A cultura católica, quando transposta para a política, é incompatível com sociedades modernas e desenvolvidas porque estas sociedades requerem grande autonomia individual e elevados níveis de descentralização.

24.2.07

É fácil responder

O Ministro da Saúde já disse que as terras que agora estão a perder valências hospitalares serão compensadas com outras valências mais adequadas às condições locais. Assim, consolem-se os habitantes de Elvas, Barcelos, Santo Tirso, Valença ou Chaves. Vão perder as respectivas maternidades e/ou centros de urgência, mas nem tudo está perdido. Estas terras serão concerteza as primeiras a receber as novas unidades públicas para a realização de abortos. Pode não parecer a mesma coisas, mas pelo menos não deixará de dar nome e desenvolvimento à terra.

Tendo em conta que o aborto não envolve grandes problemas éticos, que a sua realização no SNS ainda menos, que é uma doença e um problema de saúde pública e que o aborto no SNS é um sinal de progresso e um direito das mulheres, estou certo que esta ideia será saudada com entusiasmo pelas populações.

Alguém vê algum problema ético, moral, civilizacional, político, social, de decência ou mesmo de bom senso em substituir uma maternidade por uma clínica de abortos? Eu não.