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4.5.07

Critérios II

José Miguel Júdice no Público:

A situação de Marques Mendes complica-se por causa de três factores que um político experiente não deve esquecer. O Ministério Público tende a constituir arguido tudo o que mexe, à cautela. Os inquéritos criminais, quando há indícios de crime económico, arrastam-se por tempos infindos. E, de novo em caso de dúvida, nestes crimes o MP em regra acusa: assim tem elogios da populaça e se não o fizesse era acusado de proteger os poderosos. O MP passou a ser, assim, quem define na prática a vida autárquica do PSD.

16.2.07

Os custos do moralismo político

Nas últimas autárquicas Marques Mendes optou pelo moralismo político para ganhar alguma credibilidade e quem sabe alguns votinhos. Interferiu nas escolhas das estruturas locais do seu partido e ao fazê-lo tornou-se responsável pelo comportamento futuro de mais de uma centena de presidentes de câmara e mais de um milhar de vereadores. Mais um autarca do PSD arguido? Foi o Marques Mendes que escolheu.

12.2.07

M&M

Não se soubessem já as capacidades que Marques Mendes tem como dirigente e seria difícil compreender a acumulação de disparates que ele, pessoalmente, fez nesta campanha.
De uma posição inicial de liberdade de voto, entendeu MM envolver o partido na campanha dispondo-se mesmo a gastar uma verba de 500 mil euros. Em que é que os gastou? Não vi, como não costumo ver, nenhum tempo de antena, nem me apercebi de nenhum cartaz. O que ali se terá dito, para ser coerente com a apregoada liberdade de voto? Metade do tempo e do espaço disponível para cada lado? Sinceramente, gostava de saber que mensagem tentou passar, se é que a havia.
Depois envolveu-se directamente na campanha do «não». Primeiramente questionando a pergunta aprovada por si e pelo seu partido...., o que convenhamos nunca será muito benéfico em termos de credibilidade. Já no final, apoiou uma proposta, que de forma politicamente desonesta, desorientou quem estava disposto ao «não» e demonstrou uma intencionalidade de desrespeito pelo eleitor e um malabarismo politiqueiro da pior espécie. Por fim, na noite eleitoral, surge como líder partidário, não de um partido que gozava de liberdade de voto, mas como um dos derrotados. Tivesse ele ido à sede do «não» ou fizesse uma declaração pessoal e nada haveria de especial a dizer. Mas arrastar o seu partido para uma derrota numa luta que ninguém lha tinha encomendado é patético e certamente algo de inédito.

11.2.07

E ainda não disse nada

Marques Mendes continua a falar....

17.7.06

Proposta de Marques Mendes não faz aumentar dívida pública II

No sistema actual, se o contribuinte A paga 500 contos à Segurança Social, a Segurança Social fica a dever-lhe 500 contos que terão que ser pagos com juros quando o contribuinte se reformar. Dívida total do estado: 500 contos.

Num sistema semelhante ao proposto por Marques Mendes, o contribuinte A paga 300 contos à Segurança Social e 200 contos a um fundo privado. A Segurança Social fica a dever-lhe 300 contos que terão que ser pagos com juros quando o contribuinte se reformar. Mas como a Segurança Social perdeu uma receita de 200 contos é necessário pedir um empréstimo no valor de 200 contos (são estes 200 contos que somam à dívida pública oficial). Dívida total do estado: 300 contos relativos à obrigação de pagar uma pensão + 200 contos relativos à obrigação de pagar um empréstimo = 500 contos.

500 contos nos dois casos. O Eng. Sócrates diria que no primeiro caso a dívida é zero e no segundo é 200 contos.

Proposta de Marques Mendes não faz aumentar dívida pública

Marques Mendes propôs que parte das contribuições para a segurança social passasse a ir para uma conta de cpitalização privada. Propôs ainda que a perda de receita da segurança social fosse compensada com emissão de divida pública. José Sócrates criticou a medida alegando que o aumento da dívida pública é indesejável.

Acontece que a proposta de Marques Mendes não contribui para o aumento da dívida pública. Para se perceber isso é necessário ter em conta que existem dois tipos de dívida pública: a oficial e a escondida. A oficial é aquela que toda a gente conhece e já vai nos sessenta e tal por cento do PIB. E depois há a escondida. As obrigações que o estado vai contraindo, entre elas a obrigação de no futuro pagar uma pensão a quem contribui para a segurança social. Ora o que Marques Mendes propõe é uma mera transferência da dívida escondida para a dívida oficial. De acordo com a proposta de Marques Mendes, o estado vê-se obrigado a contrair um empréstimo para compensar a perda de receita, mas por outro lado não contrai a obrigação correspondente ao pagamento futuro de uma pensão, pelo que o efeito total na soma da dívida oficial com a escondida é nulo.

23.5.06

Uma não solução

Vamos supor que o governo resolve seguir a proposta de Marques Mendes ou de Miguel Cadilhe despedindo de forma amigável 200 mil funcionários públicos. O que é que impede este ou o governo seguinte de meter outros 200 mil funcionários na função pública? Nada. Mesmo que pudessemos gastar o próximo quadro comunitário em rescisões amigáveis, nada nos garante que os funcionários que saíssem pela porta não seriam substituidos pelos que entrassem pela janela. Actualmente, a função pública só não cresce mais porque o governo não tem como pagar aos novos funcionários. Se essa limitação for eliminada com entrada de dinheiro fresco, as portas da função pública abrem-se imediatamente a milhares de novos funcionários. A dimensão da função pública é um reflexo de uma relação de poder entre o estado e a sociedade. A dimensão da função pública só será reduzida se o poder do estado sobre a sociedade diminuir.

22.5.06

O novo contrato social

Marques Mendes quer emagrecer o estado e por isso lembrou-se de defender a contratualização com a sociedade civil de várias actividades hoje desempenhadas pelo Estado. Note-se a total inversão dos papeis. Em vez de ser a sociedade civil o contratante e o estado o contratado, é ao contrário. O estado é que é o contratante e a sociedade civil a contratada. Em vez de o estado estar ao serviço da sociedade civil, é a sociedade civil que fica ao serviço e às ordens do estado. Claro que a sociedade civil será paga com dinheiro que o estado consegue sacar à sociedade civil.

11.10.05

Vitória de Cuco


O candidato escolhido por Marques Mendes para Gondomar perdeu, o candidato escolhido por Marques Mendes para Oeiras perdeu, o candidato escolhido por Marques Mendes para Faro perdeu. Os que ganharam, com a discutível excepção de Carmona Rodrigues, não foram escolhidos por Marques Mendes e eram os candidatos naturais do PSD nos seus municípios. Os que ganharam municípios chave, tendo sido eleitos há apenas 4 anos ou enfrentando incumbentes desgastados, estavam sintonizados com o ciclo político. Marques Mendes teve foi uma vitória de Cuco.

9.10.05

Grande derrota de Marques Mendes

Em Gondomar. O PSD foi arrasado.

2.10.05

Televisões locais precisam-se

As televisões conseguem fazer uma cobertura das eleições autárquicas durante mais de meia hora sem que nenhum problema autárquico seja discutido, sem que o teleespectador seja informado sobre quais são e o que propõem os candidatos de cada partido a cada concelho. Apenas os discursos sobre nada de Marques Mendes, Jorge Coelho, Ribeiro e Castro, Francisco Louçã e Jerónimo de Sousa, ora no Porto, ora em Viana, ora em Beja. Fica-se a saber o que os líderes nacionais dizem, mas aquilo que realmente interessa, as propostas dos candidatos, não é divulgado.

5.9.05

Upgrade

Com o interesse do grupo PRISA, a TVI passou de repente de produtora de telelixo para bastião da cultura nacional.

PS - Marques Mendes aderiu ao estatismo e à xenofobia. Vai longe, vai ...