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19.3.07

Na América, Terra do Obscurantismo

Fotografias em Los Angeles, dia de happening. Muitas, muitas mais, aqui.

O lema desta manifestação era, provavelmente, "Morons of the world reunite".


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5.3.07

Públicas Homenagens Democráticas

Rua Lenine, Vila Franca de Xira
Rua Lenine, Vialonga
Rua Karl Marx, Póvoa da Santa Iria
Rua Che Guevara, Amadora
Rua Otelo Saraiva de Carvalho, Grândola.
Rua Otelo Saraiva de Carvalho, Samora Correia
Rua Otelo Saraiva de Carvalho, Palmela
Rua Otelo Saraiva de Carvalho, Almada
Rua Álvaro Cunhal, Cercal do Alentejo
Avenida Álvaro Cunhal, Lisboa
Rua Vasco Gonçalves, Loulé
Rua Vasco Gonçalves, Grândola
Rua Vasco Gonçalves, Benavente
Rua Vasco Gonçalves, Odemira
Avenida Vasco Gonçalves, Lisboa

2.3.07

Flexibilizar a lei laboral...

“É uma treta”, diz o sindicalista Carvalho da Silva. “É um factor muito importante”, responde o gestor e militante do CDS Pires de Lima. Portugal surge invariavelmente nos últimos lugares nos índices internacionais de flexibilidade laboral. Mas dentro do país, personalidades como Vitor Constâncio dizem que a flexibilidade nos despedimentos individuais pode ser pouca, mas é compensada pela facilidade com que se despede colectivamente.
Ignorando a treta do lider sindicalista, um dos maiores lutadores por essa nobre causa que consiste em tudo fazer para Portugal seja um país pobre e atrasado, atente-se na consideração que é atribuída ao governador do banco de todos nós, no suplemento de economia do Público de hoje. Uma empresa não pode despedir um incompetente para contratar um competente, mas, em compensação, pode despedir toda a gente e mudar-se para a Hungria. A empresa não pode despedir 2 ou 3 funcionários para tentar sobreviver, mas, em compensação, pode falir e mandar toda a gente para o desemprego. Ainda bem que temos compensações destas. Anteontem foi a Alcoa a compensar-se.

Dava um bom sketch para os gatos.

Posso despedir o João? Não.
Porquê? É proibido.
Posso despedir o João e mais vinte? Sim.
E não é proibido? Não.
E despedir o João? É.
E se for e João e mais 20? Não.
E isso não é contraditório? Pssst.

16.2.07

O Regresso das Lojas do Povo

Na Venezuela, Chavez continua o imparável processo de estupidificação económica a que se alvitrou. Após ter tabelado os preços de alguns bens alimentares de primeira necessidade a valores abaixo dos custos, alguns supermercados tiraram esses produtos das prateleiras. Incapaz de compreender um conceito básico – ninguém vende para ter prejuízo – Chavez acusou os supermercados de açambarcamento de bens essenciais. A ameaça foi clara: ou vendem com prejuízo ou os supermercados serão nacionalizados. ###
Neste dilema do prisioneiro em que se movem os comerciantes na Venezuela, haverá de tudo. Alguns aceitarão os prejuízos, tentando compensar as perdas aumentando os preços noutros produtos. Outros tentarão sobreviver com a esperança de um fim mais rápido para o estado de demência que se apoderou da Venezuela. Outros ainda, venderão às escondidas com margens muito mais elevadas, que reflectirão não só o risco da ilegalidade como a falta de concorrência. Outros desistirão. As filas as portas dos consulados e embaixadas de Portugal na Venezuela indicam que a maior comunidade de comerciantes começa a desagregar-se.

Mas para Chavez, nada disto é relevante. Os problemas da distribuição resolvem-se com a aplicação da cartilha do socialismo revolucionário. Em breve os venezuelanos terão à sua disposição as anti-capitalistas Lojas do Povo, sempre abastecidas pelos produtos progressistas e de comércio justo, com produção e distribuição centralizada. Uma maravilha. A economia sem lucro ao serviço do povo.

E em breve, os venezuelanos mais bem dispostos poderão voltar a contar a velha anedota:

Na Loja do Povo:
O Cliente: "Bom dia, tem carne?"
O Lojista do Povo: "Não, aqui não temos é peixe. Ali em frente é que não há carne."

11.2.07

Jerónimo

Fala-nos de progresso civilizacional. A seguir virá um cardeal falar-nos de sexo.

2.2.07

Elegância. Pura Elegância.

Caracas, 1º de febrero. El presidente de Venezuela, Hugo Chávez, afirmó hoy que su homólogo mexicano, Felipe Calderón Hinojosa, es un "gran ignorante", por sus recientes críticas al gobierno y la economía venezolanas. "Yo creo que little gentleman es un big ignorant; ¿cómo se dice ignorante (en inglés)?, ¿donkey? Bueno, yo creo que este señor presidente no tiene idea de lo que está diciendo" señaló algo enredado en el idioma Chávez, quien llama ''caballerito'' a Calderón.