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18.3.07

Fotografias Verdes


Espiral Verde ###


Montanhas Verdes


Sala Verde


Corredor Verde


Flor em Verde

14.3.07

Um Sonho Azul e Verde

O artigo de Domingos Amaral, publicado hoje no Diário Económico, tem o encanto próprio da ingenuidade dos sonhadores. Domingos Amaral tem um sonho. Um país azul e verde, livre da dependência petrolífera, sem betão à solta, sem o espartilho do euro, um país em que o governo dirige a economia nos investimentos para as novas indústrias, obriga-nos a usar etanol do Brasil e biodiesel de Benavente em vez de petróleo das arábias, educa os consumidores para a necessidade de comprarem carros híbridos ou a hidrogénio e força a aposta na economia do mar, na biologia e no turismo. Um país Second Life, moldado nos gabinetes dos ministros, a bem do povo.
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Mas para que Domingos Amaral consiga ver bem o país das maravilhas, convinha-lhe dar uma espreitadela no outro lado do espelho. É que, a certa altura, escreve DA:

"Assim sendo, os governos estão limitados na sua área de actuação. No fundo pouco mais podem fazer do que subir ou descer impostos. Se os ‘deficits’ crescem, os governos têm imediatamente de subir impostos, para cumprir as regras de Bruxelas".
Do outro lado do espelho, o chapeleiro mágico poderia explicar-lhe que:

1. Os 'deficits' crescem porque os governos os fazem crescer. Se os governos não aumentassem sempre a despesa pública, não haveria necessidade de aumentarem impostos.

2. Os governos não têm que subir impostos para controlar o défice. Podem cortar despesas. Subir impostos é a solução fácil.

3. Os governos não têm que subir impostos por causa das regras de Bruxelas. Têm que subir impostos porque é a única maneira que existe para suportar o crescimento das despesas que eles tanto gostam de anunciar a cada orçamento ou em cada campanha eleitoral. A alternativa ao aumento de impostos hoje é o aumento da dívida pública, o que vai resultar também num aumento de impostos, amanhã.

Pronto, era só isto. De resto, acho o sonho giro. Um estado inteligente a dirigir-nos e a mostrar-nos o caminho. Salazar também teve um sonho assim.

23.2.07

Minuto Verde

Hoje, com o Público, há um DVD. Custa € 14,99 e é, provavelmente, o DVD mais caro que já alguma vez acompanhou o jornal. O filme chama-se Verdade Inconveniente.

O Blasfémias, imbuído de um forte sentimento verde, sugere uma alternativa bem mais ecológica para todos aqueles que desejarem guardar este símbolo da luta ambiental em curso. Vamos poupar aquelas embalagens tão excessivas e consumidoras de recursos naturais. Para quê tanto papel e cartão, destruidores de árvores? Tintas, produzidas em fábricas poluentes. Caixas de plástico de dimensão muito superior ao conteúdo. Tudo isso é desnecessário e só é fabricado desta meneira porque vivemos numa sociedade que não respeita o planeta que a alberga. ###

Para quem quer o filme mas não quer destruir o planeta, a solução é fácil. Peça-o emprestado a um dos seus amigos desrespeitadores do ambiente que o compraram, faça o download do DVD Shrink, e utilize-o para fazer uma cópia do mesmo num DVD baratinho, daqueles que não trazem caixa nem nada e só custam 50 cêntimos no Continente.

E pronto. Já está. Já pode ouvir, sempre que desejar, a verdade inconveniente e ficar a saber quantos milhares de pessoas morreram em Portugal num Verão passado devido ao aquecimento global.

E não, não está a cometer nenhum crime. Nem por sombras. Como é óbvio, Al Gore faz isto com sentido de missão. Não passa pela cabeça de ninguém que copiar A Verdade seja proibido. E ao diminuir os royalties auferidos pelo ex-futuro presidente, poderemos estar a contribuir para lhe diminuir a pegada ecológica, que actualmente deverá rondar os 328 planetas terra.