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15.6.07

Factos para quê?

Alguns jornais europeus já tinham começado com a farsa. Depois, surgiu um "oportuníssimo" relatório de um diplomata latrino-americano que fundamentava as piedosas suspeitas do politicamente correcto. Na verdade, face à matança recíproca em que tanto se têm esforçado as facções palestinianas, existia, aparentemente, alguma dificuldade em suportar a versão tida e por todos aceite de que a responsabilidade dos males do Médio Oriente, do mundo e arredores, é sempre de Israel e dos americanos. Mas não há factos que consigam estorvar a visão do mundo e a ordem artificial das coisas com que a intelligentsia da esquerda bem-pensante se habituou a apreender a sua peculiar versão da realidade.
O seu silogismo é simples e reiterado:
- Os palestinianos são sempre as vítimas.
- Os palestinianos assassinam-se uns aos outros.
- Então, a culpa é de Israel; e dos americanos; e dos europeus que gostam de Israel e dos americanos; e da globalização; e do capitalismo selvagem; e do Bush; e do Bush; e do Bush;
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e do Bush; e do Bush; e do Bush; e do Bush; e do Bush; e do Bush; e do Bush; e do Bush; e do Bush; e do Bush; e do Bush; e do Bush; e do Bush; e do Bush; e do Bush; e do Bush; e do Bush; e do Bush; e do Bush; e do Bush; e do Bush; e do Bush; e do Bush; e do Bush; e do Bush; e do Bush; e do Bush; e do Bush; e do Bush; e do Bush; e do Bush; e do Bush; e do Bush; e do Bush; e do Bush; e do Bush; e do Bush; e do Bush; e do Bush; e do Bush; e do Bush; e do Bush; e do Bush; e do Bush; e do Bush; e do Bush; e do Bush; e do Bush; e do Bush; e do Bush; e do Bush; e do Bush; e do Bush; e do Bush; e do Bush; e do Bush; e do Bush; e do Bush; e do Bush; e do Bush; e do Bush; e do Bush; e do Bush; e do Bush; e do Bush; e do Bush; e do Bush; e do Bush; e do Bush; e do Bush; e do Bush; e do Bush; e do Bush; e do Bush; e do Bush; e do Bush; e do Bush; e do Bush; e do Bush; e do Bush; e do Bush; e do Bush; e do Bush; e do Bush; e do Bush; e do Bush; e do Bush; e do Bush; e do Bush; e do Bush; e do Bush; e do Bush; e do Bush; e do Bush; e do Bush; e do Bush; e do Bush; e do Bush; e do Bush...

23.2.07

Posta em homenagem ao João Miranda








(João, hoje é dia de DVD, não?)

4.2.07

Afinal havia dúvidas

Cientistas e governos reforçam tese da culpa humana

Novo relatório do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas reforça certezas sobre o aquecimento global no presente e sobre os cenários pessimistas para o futuro.


Eu pensava que isto já era um consenso adquirido há muito tempo e que os cépticos eram todos pagos pela Exxon para mentir. Afinal ainda havia dúvidas e agora foi necessário reforçar certezas, o que por si só demonstra que as dúvidas levantadas pelos cépticos eram justificadas. Falta agora saber se é desta que se chega ao conhecimento pleno sobre o aquecimento global, caso em que terão que ser cortados os fundos de investigação para a área, ou se ainda existem dúvidas sobre as certezas a que se chegou. Suspeito no entanto que daqui a 5 anos saírá um novo relatório do IPCC a afirmar que as dúvidas inexistentes foram finalmente descartadas.

27.8.06

Uma definição é uma definição é uma definição

A FAQ de Plutão

A definição de "Planeta" é uma convenção arbitrária?

É.

Quer isso dizer que cada um pode chamar planeta ao que bem entender?


Exacto.


Posso dizer que planeta é um tipo de couve amarelada?


Sim.
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Mas ninguém me vai entender se eu o fizer ...

Pois não. Não existem muitos incentivos para chamar planeta àquilo que as outras pessoas não consideram ser um planeta.

Que direito é que a União Astronómica Internacional tem para definir "planeta"?

Todo e nenhum. O mesmo que qualquer outra instituição.


Quer isso dizer que o Sport Lisboa e Benfica também poderia definir "planeta"?


Sim. Ninguém os impede, excepto, talvez, o ridículo.

Quer isso dizer que eu posso continuar a considerar que Plutão é um planeta?

Exacto. Cada um é livre de adoptar as definições que entender.

Mas assim ninguém se entende?

Desculpe, não percebi. Qual é a definição oficial de "ninguém"? E de "entende"?


Mas imagine que eu uso a definição: "planeta é uma couve". Ninguém me vai entender.


Pois não. Mas não vejo motivo nenhum para alguém querer usar definições que lhe dificultem a comunicação.

Está-me a dizer que as pessoas vão seguir espontaneamente uma determinada definição de "planeta"?

Ou não. Duas pessoas podem estabelecer comunicação desde que acordem entre si o significado das palavras que utilizam. Segue-se que não é necessária uma definição universal da palavra planeta desde que em cada discussão os termos sejam adequadamente definidos à medida que se torne necessário desfazer ambiguidades.

Quer isso dizer que podem coexistir várias definições de "planeta" em uso pela mesma sociedade?

Exacto. A palavra "planeta" pode ser usada com vários sentidos na mesma conversa sem perigo de ambiguidade ou colapso da civilização.

E posso continuar a chamar planeta a Plutão sem correr o risco de ser mal entendido?

Parece que sim. Na verdade, na maior parte das conversas determinados preciosismos são totalmente irrelevantes.

Mas não seria melhor para todos que todos considerassem que um planeta é um corpo celeste que gira numa órbita em torno de uma estrela, tem massa suficiente para que sua própria gravidade supere as forças de corpo rígido de modo que assuma uma forma com equilíbrio hidrostático (aproximadamente esférica) e tenha limpado a vizinhança de sua órbita (de forma que praticamente não haja população local).?

Suspeito que a maior parte das pessoas terá pouco interesse em distinguir os corpos que tenham limpo a vizinhança de sua órbita dos outros, mas nunca se sabe. Suspeito ainda que a maior parte das pessoas terá pouco interesse em aderir a uma definição tão picuinhas.

Mas mesmo assim não seria melhor se todos aderissemos às mesmas definições?

Para começar, seria impraticável. As pessoas tendem a adaptar a linguagem às suas necessidades em vez de se adaptarem à linguagem. O que me parece sensato e saudável. A adopção por todos os membros da sociedade de normas que na realidade não lhes interessam têm custos invísíveis (porque dispersos) que passam despercebidos às elites (mais interessadas nas suas próprias necessidades de comunicação).


Acha então que os livros escolares não precisam de ser reescritos?


99% dos estudantes não chegam a utilizar 99% das definições que estudam. Mas os livros ecolares serão reescritos. Determinadas banalidades inúteis serão substituidas por outras banalidades igualmente inúteis. O ensino da inútilidade permite que os estudantes se adaptem às inutilidades do seu tempo.

Mas não devia o estado impôr uma definição de "planeta" através do ensino?

Se as pessoas estiverem mesmo interessadas em adoptar a definição da União Astronómica Internacional podem fazê-lo. Mas se não estão, não vejo que argumentos é que podem justificar a imposição de uma determinada definição.


Deve o governo atribuir à União Astronómica Internacional o poder de estabelecer o significado dos termos astronómicos e de fiscalizar o seu uso?


Isso seria um monopólio.

Os monopólios são negativos?

Há quem pense que sim.

Que consequências negativas é que poderia trazer o estabelecimento de um monopólio de definições?

O empobrecimento da língua e da comunicação por falta de concorrência entre termos e definições.


Mas se não for estabelecido um monopólio das definições, nada nos garante que as pessoas adiram à definição de "planeta" da União Astronómica Internacional ...

A menos que a definição tenha algum valor para cada uma das pessoas.

E livros?

1984.


Os astrónomos precisam mesmo que uma definição rigorosa de planeta?


Na maior parte das áreas científicas as definições emergem à medida que se tornam necessárias, tornam-se populares devido aos seus méritos próprios através de um processo de adesão voluntária e caem em desuso quando deixam de ser necessárias ou quando perdem quota de mercado em relação a outras definições merecedoras de maior adesão.

A decisão da União Astronómica Internacional não contribuiu para reduzir a ambiguidade?

Não. A União Astronómica Internacional criou mais uma definição de planeta, pelo que da próxima vez que alguém usar a palavra "planeta" ficaremos com uma dúvida adicional: está a ser usada a "nova" definição ou a "antiga"?

28.9.05

Dogma



5 séculos depois, foi reabilitada a noção de ciência oficial, a que não faltam episódios de excomunhão.