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1.3.07

3 Anos de Blasfémias

Para celebrar o terceiro não-aniversário do Blasfémias, temos o prazer de anunciar que, após demoradas negociações, Paulo Portas aceitou o nosso convite e candidatar-se-á à liderança do PP, dinamizando futuras oportunidades para postas blasfemas. Ao Paulo, os nossos agradecimentos.

1.2.07

Assim se fazem as coisas

Há que aprender com quem sabe. Numa democracia moderna, quando se pretende condicionar qualquer prática não se usa o direito penal. Para além de ser ineficaz é impopular e dá demasiado nas vistas. Usa-se o direito administrativo, o qual permite condicionar qualquer actividade que se queira de uma forma mais eficaz e discreta que o direito penal. Dois exemplos:
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1. Escolas de medicina: não é crime abrir uma nova faculdade de medicina, mas quem o fizer não terá os seus cursos reconhecidos pelo principal empregador e regulador, o estado.

2. Tabaco: não é crime fumar. Mas é caro porque o estado cobra impostos elevadíssimos. Não é crime deixar fumar em instalações privadas abertas ao público. Mas o responsável arrisca-se a perder a licença.

31.1.07

Revolução Bolivariana em Marcha

Enquanto aguarda pela alteração da Constituição que lhe permitirá continuar a ser reeleito, Hugo Chavez fez hoje aprovar uma Lei Habilitante, a mãe-de-todas-as-leis (literalmente), que lhe dá poderes excepcionais para legislar por Decreto durante os próximos 18 meses, de modo a assegurar a «revolução» que se propôs levar a cabo (aqui, aqui, aqui e aqui). Dada a solenidade do momento histórico para a República Bolivariana da Venezuela, a Asamblea Nacional saiu do parlamento para votar a lei ao ar livre, na Plaza Bolívar, onde impôs, por unanimidade, «la dictadura de una democracia verdadera», nas palavras do vice-presidente Jorge Rodríguez.

Mário Soares

“Toda a gente sabe que sou a favor, não do aborto, mas da despenalização do aborto nas condições em que diz a lei, até às dez semanas. Sou a favor, sempre fui, portanto vou votar ‘sim’. Não tenho nenhuma dúvida”
“Se o ‘não’ ganhar não é nenhuma tragédia”. (...) “Tudo ficará igual, eu acho que é mau, mas é assim. A democracia tem preços e esse é um deles”. (link)

A vida como causa de esquerda

A esquerda pró-vida é contra o aborto porque, entre outras razões, o aborto é um instrumento de opressão de uma sociedade patriarcal hostil à mulher e a tudo o que lhe diz respeito.

Progressive pro-lifers
There is, however, another reason pro-life progressives reject the mother's rights vs. fetal rights framework. We believe that it represents a false dichotomy, imposed by a patriarchal society in which the public sphere has been traditionally reserved for men, who of course do not bear children. The result is that our public institutions, such as schools and the workplace, are hostile to the needs of children and those who bear them. In addition, the sexual double standard works to punish women, but not men, for having sex when they're not "supposed" to. Therefore, single mothers face much more censure, official and unofficial, than single fathers. We believe that abortion, rather than freeing women from this oppressive structure, helps maintain it by altering women to fit the patriarchy rather than altering (or outright tearing down) the patriarchy to build a society more responsive to women's needs.