21.6.07

Dos países «amigos»:

«If someone commits suicide bombing to protect the honour of the Prophet Mohammad, his act is justified.», afirmou Ejaz-ul-Haq, Ministro dos Assuntos Religiosos do Paquistão, a propósito da atribuição de um título honorífico a Salman Rushdie por parte da rainha Isabel II.
Tentou mais tarde contextualizar as suas afirmações, alegando que tal acto seria aproveitado pelos ainda mais extremistas: «The West always wonders about the root cause of terrorism. Such actions are the root cause of it».
Mas sem deixar de insistir: «If Britain doesn't withdraw the award, all Muslim countries should break off diplomatic relations.». O Paquistão irá dar o exemplo?

O ministro paquistanês dos Assuntos Parlamentares, Sher Afgan Khan Niazi, está na mesma linha: «We demand Britain desist from such actions and withdraw the title of knighthood».

O Parlamento também aprovou um voto de reprovação.
E nos meios mais exaltados, Abdul Rashid Ghazi, líder religioso em Islamabad vai um bocadinho mais longe:«He is condemned to death. Whosoever is in position to kill him, he should do so.»

Se para o actual governo britânico o Paquistão é uma aliado e um Estado amigo, imagine-se o que seja um Estado inimigo.....