12.2.07

Aborto e objecção de consciência dos médicos

Algumas ideias a ter em conta:

1. Não será a objecção de consciência que impedirá o aborto em determinados hospitais do SNS. Será a oposição passiva de médicos e de directores hospitalares. Simplesmente não é possível obrigar um médico que não quer fazer abortos a fazê-los.

2. Os serviços de aborto acabarão por ficar separados dos restantes serviços médicos por forma a preservar a imagem das instituições e dos médicos cuja missão é salvar vidas.
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3. Não existirão serviços privados com oferta mista de serviços. As clínicas de abortos não farão partos e ginecologia e vice-versa. O aborto não gera boa publicidade.

4. Os médicos que fazem partos e ginecologia não quererão ver o seu nome associado a abortos.

5. Os preços dos abortos não vão descer. O que vai melhorar é a qualidade do serviço e as qualificações do pessoal médico.

6. O mercado pagará um prémio aos profissionais que optarem por dedicar a sua carreira à realização de abortos essencioalmente porque se trata de uma opção profissional com poucas oportunidade para realização pessoal.

7. O que implica que, num sistema público onde vigora o igualitarismo, os médicos tenderão a recusar-se a fazer abortos.