24.7.06

PELA PAZ e muitas outras coisas...





















(Via O Insurgente)
Nas fotos podem-se observar alguns dos mais destacados militantes do mui bem intencionado e sempre independente Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e Pela Paz no Médio Oriente d'áquém e d'álém mar.
Assim, julgo que o eurodeputado Portas surge na foto da esquerda ostentando, por simpatia, uma barbicha postiça, vestido de t-shirt com um coraçãozinho e empunhando um cartaz com uns dizeres reveladores de que este político, finalmente, resolveu sair do armário civilizacional que o comprimia.
Suspeito bem que os clérigos da causa - D. Januário e Frei Bento - são os dois rebentos pachorrentamente sentados no carrinho que ostenta uma terna declaração de pacifismo.
Eduardo Prado Coelho tem todo o ar de ser a amarelada figura (apesar da ilusória magreza) que faz uma pergunta retórica acerca da imunidade pós-moderna do novo anti-semitismo, agora em embalagem politicamente correcta.
Ilda Figueiredo, como é seu timbre, está em toda a parte.

AINDA MAIS DO QUE O COSTUME (corrigido)

É fundamental ler a Rua da Judiaria, de Nuno Guerreiro.

ADVINHEI...

Ontem escrevi aqui que tudo indicava que Frei Bento Domingues deveria estar cheio de vontade de subscrever o abaixo-assinado do artificioso Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente (MPPM).
Pena é que estes momentos de grande vidência não me acometam durante o meu esforço semanal de preencher o boletim do Euromilhões - é que o Público noticia que o referido sacerdote já assinou...

Teaser

Qual será a relação entre o casamento gay, a inflação e os novos mestrados integrados criados de acordo com as regras de Bolonha?

quotas

Via Casino da ELSA, cheguei aos resultados do último exame de admissão ao CEJ (Centro de Estudos Judiciários), de onde saem, para quem não souber, os futuros magistrados deste país.
As estatísticas são esclarecedoras: 97 admitidos, dos quais 81 mulheres (83,5%) e 16 homens (16,5%).
Isto demonstra duas coisas: que as mulheres são profissionalmente mais aplicadas e competentes que os homens, conseguindo triunfar em qualquer profissão, e que a célebre «lei das quotas» é uma bizarria. Se as mulheres não estão mais representadas na política, só pode ser por uma razão: não lhes interessa.

Preconceitos

Textos como este apenas provam que o mau jornalismo e a discriminação generalizada são ainda práticas bastantes comuns.
No texto nunca se apontam dados objectivos sobre um hipotético aumento de casamentos fictícios. Todo ele se baseia no «eu acho que» e no preconceito. O único dado objectivo (a duplicação num ano de casamentos entre portugueses e estrangeiros) poderia ter dado azo a um texto de sinal contrário, enaltecendo uma maior abertura e cosmopolitismo da sociedade portuguesa (o qual seria na mesma meramente especulativo). Tanto mais que tendo em conta a existência actual de umas boas centenas de milhar de imigrantes em Portugal torna tais números bastante insignificantes e meramente residuais.

Concordo

Não percebeu. Paciência.