3.8.06
2.8.06
uma notável colecção de asneiras
O Dr. Ribeiro e Castro merece bem o prémio da asneira política do ano: depois de ter hostilizado os caciques locais do portismo, tentando retirar-lhes os lugares para, depois, os deixar exactamente no mesmo sítio, resolveu dar palco ao Dr. Manuel Monteiro e patrocinar-lhe algumas declarações sobre o seu antecessor e cada vez mais do que provável sucessor. Ora, se o Dr. Portas estava à espera de um pretexto para ensaiar o seu regresso, o Dr. Ribeiro e Castro deu-lho de bandeja. Obviamente que o não fará em resposta directa à provocação, nem muito provavelmente nos tempos mais próximos. Por enquanto, continuará a cozinhá-lo em lume brando, até que se cumpra o seu calendário político pessoal. Quando entender, não lhe faltarão bons argumentos para regressar. Todos eles fornecidos, voluntaria ou involuntariamente, por quem se prepara para substituir.
a união nacional
Na sua mais recente tentativa de sair do limbo político onde, por sua inteira responsabilidade, vive há alguns anos, o Dr. Manuel Monteiro não teve melhor ideia que não fosse falar do Dr. Paulo Portas. Desta vez, imputando-lhe a responsabilidade por impedir a "união da direita", que ele imagina dividida pela pérfida inteligência do Dr. Portas. O mesmo Dr. Portas que, de há anos para cá, lhe vem fazendo inomináveis patifarias de que o Dr. Monteiro vai dando conta aos jornais que o querem ouvir.
O que isto tem de fascinante é a obsessão pessoal do Dr. Monteiro pelo Dr.Portas. Para ele o universo gira em torno do antigo director d'O Independente, obsessão que o levou a demitir-se da liderança do CDS, mais tarde, a abandonar o partido e a fundar um outro (que teve certamente uma enorme utilidade na pretendida "unificação"). Sobre o país, os portugueses, a economia, a justiça, a educação, a saúde, etc., etc., etc., não me lembro de ter dito uma palavra. Minto: recordo-me de ter sugerido a reposição das fronteiras internas no espaço comunitário, para regressarmos aos saudáveis valores patrióticos de antanho. Se a coisa não teve seguimento, há-de ter sido seguramente por culpa do Dr. Portas.
O que isto tem de fascinante é a obsessão pessoal do Dr. Monteiro pelo Dr.Portas. Para ele o universo gira em torno do antigo director d'O Independente, obsessão que o levou a demitir-se da liderança do CDS, mais tarde, a abandonar o partido e a fundar um outro (que teve certamente uma enorme utilidade na pretendida "unificação"). Sobre o país, os portugueses, a economia, a justiça, a educação, a saúde, etc., etc., etc., não me lembro de ter dito uma palavra. Minto: recordo-me de ter sugerido a reposição das fronteiras internas no espaço comunitário, para regressarmos aos saudáveis valores patrióticos de antanho. Se a coisa não teve seguimento, há-de ter sido seguramente por culpa do Dr. Portas.
Dona Branca
O Correio da Manhã conta hoje uma história de um cidadão que foi a um banco e não conseguiu levantar 80.000 euros em dinheiro, por falta de liquidez nas agências e porque, aparentemente, é proibido. O jornalista vestiu a indignação do cidadão e explica numa caixa que o homem perdeu 3 mil e tal euros. É que os juros são de 2,84% ao dia e por cada dia que o senhor esteve sem o dinheiro é um prejuízo e pêras. É difícil encontrar uma caixa tão pequena e com 2 asneiras tão grandes. Confundir juros ao ano pagos ao dia com juros diários, talvez se perdoe a um estagiário num jornal de província formado na escola de Verão do Bloco de Esquerda. O resto mostra uma grande incapacidade de raciocínio. Se o homem não conseguiu levantar o dinheiro e este ficou mais um dia na conta, o senhor da história não perdeu os juros, recebeu-os. E a 2,84% ao dia, nem a Dona Branca.
O dia da infâmia V
Madeira não enviou nomes de contribuintes faltosos para a lista de devedores. Estará aqui a causa da pergunta colocada por Vital Moreira?
A violação das regras que determinam quem deve constar (ou ser excluído) da lista de contribuintes faltosos, como parece ter acontecido com os contribuintes da Madeira, é tão grave como a própria divulgação da lista, cujo conteúdo se torna assim arbitrário e ofensivo do elementar princípio da legalidade.
A violação das regras que determinam quem deve constar (ou ser excluído) da lista de contribuintes faltosos, como parece ter acontecido com os contribuintes da Madeira, é tão grave como a própria divulgação da lista, cujo conteúdo se torna assim arbitrário e ofensivo do elementar princípio da legalidade.
Rebuçado fiscal
Foi hoje publicado o Decreto-Lei n.º 150/2006, o qual vai permitir, a partir de Janeiro de 2007, o pagamento em prestações de dívidas de IRS (até 2500 euros) e de IRC (até 5000), sem necessidade de prestação das garantias que até aqui eram exigidas pelo fisco.
O valor de mercado das acções do Benfica vai cair em flecha.
O dia da infâmia IV
Claro que quando se descobrir que a divulgação das listas de devedores está a incentivar a falsificação das declarações, o estado terá uma solução mesmo à mão: tornar públicos ainda mais dados da declaração fiscal para que os cidadãos se possam controlar uns aos outros. O fascismo fiscal é imparável.
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