O Conselho de Ministros aprovou hoje várias propostas de lei: Uma para a 124.ª alteração do Código de Processo Civil de 1939 outras para outras "leis da justiça"
Principais novidades:
- lista pública de execuções frustradas (de devedores contra os quais alguém tentou, sem sucesso, a cobrança coerciva de uma dívida);
- atribuição a aos advogados de competência para o exercício de funções de agente de execução (até aqui, reservadas a funcionários judiciais e solicitadores);
- O acesso ao exercício de funções judiciais nos Tribunais Superiores passa a ser feito através de provas públicas;
- 1/5 dos lugares de Conselheiro do Supremo Tribunal Administrativo e do Supremo Tribunal de Justiça passam a ser obrigatoriamente preenchidos por não magistrados (juristas de reconhecido mérito provenientes de outras profissões).
A bondade e a eficácia destas propostas está em grande medida dependente do teor concreto das propostas de lei, ainda não divulgadas, e, no caso das três primeiras, da regulamentação que dela vier a ser feita. Adivinham-se, de qualquer modo, tremendas lutas corporativas em 2008.
António Gomes da Cunha, Marinho Pinto e António Cluny não devem tardar a reagir.
20.12.07
Sem desculpar *
Pacheco Pereira falou do Porto, das suas personagens, dos seus crimes, das suas conivências políticas e policiais.
Citou casos. Desde o ‘Eu, Carolina’ até às agressões a jornalistas quase sempre impunes. Indicou o elemento comum: o ‘meio’ do futebol, insinuando que a questão se centra no FC Porto.
A tese está mal fundamentada. Todos os vícios que nomeia, sobretudo o da inacção da Justiça, acontecem numa enorme variedade de situações, com futebol ou sem ele. Depois, o facto de alguns criminosos serem adeptos do FCP, à partida, não é indício bastante – como alguém dizia num blogue, “quase que aposto que mais de 80% dos criminosos do Porto são do FCP. Assim como mais de 80% dos médicos, dos juízes, dos estudantes e dos operários da construção civil”.
Claro que seria útil uma total demarcação daquela gente. Mas o que nunca aceitarei é que o meu clube seja ‘aquela gente’.
* Publicado ontem no Correio da Manhã
Citou casos. Desde o ‘Eu, Carolina’ até às agressões a jornalistas quase sempre impunes. Indicou o elemento comum: o ‘meio’ do futebol, insinuando que a questão se centra no FC Porto.
A tese está mal fundamentada. Todos os vícios que nomeia, sobretudo o da inacção da Justiça, acontecem numa enorme variedade de situações, com futebol ou sem ele. Depois, o facto de alguns criminosos serem adeptos do FCP, à partida, não é indício bastante – como alguém dizia num blogue, “quase que aposto que mais de 80% dos criminosos do Porto são do FCP. Assim como mais de 80% dos médicos, dos juízes, dos estudantes e dos operários da construção civil”.
Claro que seria útil uma total demarcação daquela gente. Mas o que nunca aceitarei é que o meu clube seja ‘aquela gente’.
* Publicado ontem no Correio da Manhã
A sério? Xiii, não sabia....
«O insucesso escolar é potenciado, em muitas escolas [públicas], pela escolha dos alunos com base no seu aproveitamento escolar e na sua origem social.»
« Os estudiosos apontam a existência de estabelecimentos de ensino muito próximos um do outro, mas com populações estudantis muito distintas, fruto de uma selecção que tanto dá origem a "nichos de excelência" como a "guetos de exclusão".»
«....a escolha dos estabelecimentos de ensino é, cada vez mais, objecto de lutas e pressões sociais.»
«numa das escolas (frequentada basicamente por alunos de classes sociais desfavorecidas), 50% dos alunos tinham sido recusados noutro estabelecimento, normalmente aquele preferido pelas classes sociais média ou alta.»
«Em muitas escolas, numa lógica perversa, constituem-se turmas com filhos de professores, médicos e juristas e outras onde predominam alunos problemáticos.»
(no JN)
« Os estudiosos apontam a existência de estabelecimentos de ensino muito próximos um do outro, mas com populações estudantis muito distintas, fruto de uma selecção que tanto dá origem a "nichos de excelência" como a "guetos de exclusão".»
«....a escolha dos estabelecimentos de ensino é, cada vez mais, objecto de lutas e pressões sociais.»
«numa das escolas (frequentada basicamente por alunos de classes sociais desfavorecidas), 50% dos alunos tinham sido recusados noutro estabelecimento, normalmente aquele preferido pelas classes sociais média ou alta.»
«Em muitas escolas, numa lógica perversa, constituem-se turmas com filhos de professores, médicos e juristas e outras onde predominam alunos problemáticos.»
(no JN)
19.12.07
Da província como visão
Sócrates diz que os críticos da sua acção governativa tem uma «visão provinciana ultrapassada».
Tenha-se em atenção no entanto que tal sentença não tem um carácter absolutamente negativo. Somente na parte em que refere ser «ultrapassada». E não a «visão provinciana» em si mesmo. Pois ainda ontem confessava, «C’est vrai, je suis un provincial». Mas dos bons, não dos «ultrapassados».
Tenha-se em atenção no entanto que tal sentença não tem um carácter absolutamente negativo. Somente na parte em que refere ser «ultrapassada». E não a «visão provinciana» em si mesmo. Pois ainda ontem confessava, «C’est vrai, je suis un provincial». Mas dos bons, não dos «ultrapassados».
Desemprego em Espanha
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