13.9.07

Coisas ao Lado da Bola

1. O jogo da selecção acabou às 22:45. O Metropolitano encerrou a linha amarela às 22:50, entre a Cidade Universitária e o Rato. Por motivos alheios à sua vontade, diziam eles. E vai daí, despejavam gente aos milhares na Cidade Universitária. Parecia uma maratona nocturna, ali pelos lados do Hospital de Santa Maria. E entre os milhares que calcorreavam as ruas de Lisboa havia uma opinião quase unânime: as mães dos administradores do metro ganham a vida, todas elas, como meretrizes.

2. Quase duas horas depois do jogo, ainda havia uma estranha fila de pessoas no silo automóvel que está junto ao estádio. Porquê? Porque a ASAE embarcou em mais uma nobre missão de protecção do indefeso cidadão. Os automobilistas só podem pagar o tempo utilizado, diz a lei. E como antes de se irem embora, os automobilistas não podem saber com certeza em que minuto vão sair, a ASAE interditou o habitual e civilizado pré-pagamento. As centenas de automobilistas que abandonaram o estádio depois do jogo, chegaram todos ao mesmo tempo ao parque e tiveram que ficar numa fila interminável para pagamento. Foram horas até acabar a balbúrdia. O palermóide da ASAE, armou a confusão e foi dormir para casa. Hoje, deve estar a preparar-se para outra qualquer missão em prol da civilização moderna. Talvez vá proibir a oferta de tremoços não rotulados e sem indicação de quantidade numa qualquer cervejaria.

3. Scolari queria defender Quaresma. Não havia necessidade. Se algum sérvio tocasse em Quaresma, teria espera à porta do estádio. Com acampamento e tudo.