15.1.07

Qual a razão?

«Conclusão evidente: a alternativa aberta pelo próximo referendo de uma total liberalização do aborto até às dez semanas, por vontade discricionária e incontrolada da mulher grávida, é um excesso bárbaro, uma injustiça humana e uma mistificação constitucional. Com efeito, se as reais razões da mulher para abortar não precisam de ser invocadas, então poderão elas ser quaisquer: desde razões sérias, a razões perversas; desde reais dificuldades, até caprichos, negócios, feitiços, vinganças, crueldades, tudo. Desta maneira, note-se bem, deixa de haver limites, nem éticos, nem morais, nem sociais, juridicamente relevantes. Literalmente: «não há direito».» - Mário Pinto, PÚBLICO

Como é óbvio o raciocínio inverso também é válido. PODE TER-SE UM FILHO POR «razões sérias, a razões perversas; desde reais dificuldades, até caprichos, negócios, feitiços, vinganças, crueldades, tudo»

Tudo na nossa vida, mas mesmo tudo, pode resultar desde «razões sérias, a razões perversas; desde reais dificuldades, até caprichos, negócios, feitiços, vinganças, crueldades, tudo» Vamos colocar o casamento e o divórcio em referendo? Alguém sabe quanto custa aos nossos impostos os divórcios que se praticam diariamente em Portugal?