O CASE STUDY BUTTIGLIONE (3)
Buttiglione terá rezado assim:
«Nós podemos construir uma comunidade de cidadãos mesmo que em algumas questões de moralidade tenhamos opiniões diferentes. A questão é, isso sim, da não discriminação. O Estado não tem o direito de meter o nariz nessas questões de moralidade e ninguém pode ser discriminado com base na sua orientação sexual ou qualquer orientação de género. É isto o que está na Carta dos Direitos Fundamentais, na Constituição, e eu tenho defendido esta Constituição.»
Por obséquio, gostaria que me apontassem o caso em que um católico "profissional", no exercício de um cargo de poder fez essa higiénica, mas buttiglionamente idílica, separação Kanteana entre a religião e o Estado.
Não conheço nenhum nos tempos contemporâneos.
O que vejo e ouço são "católicos" cada vez mais fundamentalistas, muitos já tocados pela asa negra de seitas em que a auto-flagelação é um passatempo aconselhável e comum, a procurarem o exercício do cargos de poder - quantos mais e mais altos, melhor - para derramarem as suas crenças e a lógica da sua mundovisão. Nomeadamente, em cima de quem nada quer com esses ascetismos intelectuais.
«Nós podemos construir uma comunidade de cidadãos mesmo que em algumas questões de moralidade tenhamos opiniões diferentes. A questão é, isso sim, da não discriminação. O Estado não tem o direito de meter o nariz nessas questões de moralidade e ninguém pode ser discriminado com base na sua orientação sexual ou qualquer orientação de género. É isto o que está na Carta dos Direitos Fundamentais, na Constituição, e eu tenho defendido esta Constituição.»
Por obséquio, gostaria que me apontassem o caso em que um católico "profissional", no exercício de um cargo de poder fez essa higiénica, mas buttiglionamente idílica, separação Kanteana entre a religião e o Estado.
Não conheço nenhum nos tempos contemporâneos.
O que vejo e ouço são "católicos" cada vez mais fundamentalistas, muitos já tocados pela asa negra de seitas em que a auto-flagelação é um passatempo aconselhável e comum, a procurarem o exercício do cargos de poder - quantos mais e mais altos, melhor - para derramarem as suas crenças e a lógica da sua mundovisão. Nomeadamente, em cima de quem nada quer com esses ascetismos intelectuais.




